Os 300 anos de Nossa Senhora Aparecida; fé, devoção e milagres

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Todos os dias, milhares de fiéis do mundo todo viajam até o Santuário Nacional de Aparecida, na cidade de Aparecida (SP), distante da nossa região, cerca de 550 quilômetros. Muitos questionam o que tanta gente vai fazer numa cidade com pouco mais de 36 mil moradores em uma igreja – para muitos, lá está a cura, a benção, o milagre.

Quem é devoto consegue sentir e enxergar as inúmeras manifestações de existência de uma Santa tão milagrosa, porém os inúmeros questionamentos do que ela tem de tão especial por ser tão poderosa e a explicação simples talvez estaria, porque, Nossa Senhora é a Mãe do Filho de Deus e também nossa Mãe.

Neste dia 12 de outubro de 2017, a igreja Católica celebra o encontro da imagem dela nas águas do Rio Paraíba, quando três pescadores lançaram uma rede ao rio e ao puxarem, encontraram a imagem sem a cabeça e que de branca, estava marrom. Ao lançarem a rede novamente, encontraram a cabeça da imagem e a partir daquele momento, os três pescadores apanharam tantos peixes que se viram forçados a retornar ao porto, uma vez que o volume da pesca ameaçava afundar as embarcações e este foi então o primeiro milagre atribuído à santa.

Desde então, pela intercessão dela à Deus, relatos de pessoas que receberam algum tipo de milagre não param de surgir pelo mundo. Filmes, novelas, minisséries e diversas séries de reportagens já foram produzidos com relatos baseados em fatos reais no decorrer dos anos e a fé do povo, não para de aumentar.

Em seu santuário na cidade de Aparecida, o maior do mundo dedicado à Nossa Senhora, vários itens que relatam e provam os milagres ficam expostos para quem passa por lá. Um desses itens no museu é a pedra com a marca da ferradura de um cavalo, também atribuída a um milagre. Em meados do século 17, um cavaleiro ateu que passava pela cidade de Aparecida teria zombado da fé dos romeiros e tentado entrar na Igreja Velha a cavalo. Ele foi impedido porque a pata do animal ficou presa em uma pedra na escadaria.

Para o padre da Paróquia Senhor Bom Jesus, Sidney Roberto Martins, de Potirendaba, é uma grande festa para a igreja. “Maria é uma só, mãe de Jesus e nossa mãe. Por ser nossa mãe, não poderia ser menor o amor dela por nós e o nosso por ela. Que mãe que não ama seu filho? Então os relatos de fé, devoção e milagres são a prova da bondade de uma mãe pelos seus filhos, uma criatura que o mundo todo reverencia, modelo de santidade e isso só faz com que estejamos plenos no amor dela por nós”, destaca.

Nossa Senhora Aparecida inspira fé e as homenagens pelas graças alcançadas são carregadas até nos nomes dos devotos. Em todo o país, mais de 300 mil pessoas carregam na identidade o nome Aparecida no registro – alguns deles têm, além do nome em comum, uma história de devoção à Padroeira do Brasil.

Maria Aparecida Perin, de 64 anos, de Potirendaba, conta que seus  pais eram muito devotos de Nossa Senhora e atribuíram o nome dela à Santa e a fé passou de geração para geração. “Para mim é um dom poder carregar o nome dela no meu nome. Meus pais me presentearam com o nome dela e o que eu poderia fazer é ser devota dela por toda minha vida. Ela é apoio, força, um porto seguro para todas as horas que a gente precisa dela. É realmente uma mãe”.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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