Oposição na Câmara tenta impedir que aliados de Franzotti sejam efetivados em concurso público de Potirendaba; MP já está no caso

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Vereadores de oposição da Câmara de Potirendaba apuram o concurso público que será realizado no ano que vem pela prefeitura da cidade. A suspeita é que pessoas aliadas a prefeita, Gislaine Franzotti, possam ser efetivadas no concurso através de fraude. O Ministério Público já acompanha o caso.

No mês passado os vereadores da situação derrubaram o veto do projeto de lei do concurso que barrava a efetivação dos cargos de confiança como diretor, vice diretor, coordenadores e outros da rede municipal de ensino. Além desses, Gislaine propôs ainda a criação dos cargos de assistente de licitação, controlador interno e diretor de licitações e Contratos.

No ofício encaminhado ao Ministério Público, os três vereadores de oposição, Alcides Pavan, Antonio Edicarlo Coiado e João Antonio Loureiro, pedem que seja acompanhado o procedimento e a realização do concurso público da cidade. “Haja vista que em nosso município há comentários de que o concurso será para efetivar pessoas aliadas a prefeita e que ocupam cargos em comissão na prefeitura”, diz trecho do documento.

O promotor de justiça de Potirendaba, Rodrigo Vendramini, já começou a acompanhar o caso. Todos os livros de pontos das escolas municipais de dois anos atrás foram recolhidos e estão sendo analisados. Documentos como a possível lista com os nomes das supostas pessoas que seriam aprovadas no concurso e o nome da empresa já selecionada para realizar o processo foram entregues por professores ao M.P..

“Estamos apenas apurando e prevenindo que haja favorecimentos, ainda mais que estamos se aproximando de período eleitoral. Se a prefeita não tem, nada a temer então não há com que se preocupar”, justificam os vereadores da oposição.

A prefeitura de Potirendaba disse em nota que toda a documentação solicitada pelo Ministério Público foi encaminhada e que convidou o promotor a acompanhar todos os atos do processo. Disse ainda que o concurso será regido pelos princípios administrativos da moralidade, legalidade e impessoalidade.

(Foto: Gazeta do Interior-arquivo)

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