Oito vereadores cassam mandato de prefeito de Nova Aliança por gastos com folha de pagamento

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Oito dos nove vereadores cassaram o mandato do prefeito de Nova Aliança, Augusto Donizetti Fajan, na tarde desta sexta-feira (14/06/2019). Eles acusam o chefe do executivo de improbidade administrativa por gastos excessivos com a folha de pagamento.

Após mais de seis horas de sessão, os parlamentares decidiram pelo afastamento de Augusto. Quem assume o cargo já na próxima segunda-feira (17/06), é seu vice Vandil Baptista Casemiro.

Uma denúncia apresentada por um morador em abril deste ano fez com que os parlamentares instaurassem uma Comissão Especial de Inquérito para apurar o caso. Na denúncia, documentos mostravam a suposta inflação da folha de pagamento com funcionários.

Ele teria descumprindo, em 2017 e 2018, o que pede o Tribunal de Contas do Estado para que se gaste até 54% da arrecadação com o funcionalismo público. Fajan estaria utilizando 57,57% dos recursos para tal finalidade.

Ainda sem nenhum parecer do TCE favorável ou não de suas contas, os vereadores decidiram pela extinção do mandado do Executivo. Oito, dos nove parlamentares foram favoráveis à cassação.

O único que votou contra foi Alexandre Danilo Scarpelli, que afirmou que ainda não há provas para condenação. “Devemos ter cautela para cassar um prefeito. Diante do cenário político que estamos, se o prefeito aqui reduzir a folha de pagamento drasticamente haverá demissões e com isso famílias desempregadas. Temos que ter coerência e por isso meu voto foi não”, explicou.

Um dos advogados de defesa do prefeito, Jorge Augusto Moraes da Silva diz que vai ingressar com mandado de segurança para retornar o prefeito ao cargo.

“É uma cassação injusta e que atrapalha o andamento da administração municipal. Infelizmente muitos estados enfrentam esta dificuldade em cumprir o que determina a lei e por isso vamos ingressar com ação para retomar o mandato de Augusto.

O vereador Valter Della Coletta foi um dos que votou pela cassação e diz que cumpriu seu papel como agente fiscalizador. “Nós como vereadores devemos fiscalizar e este é nosso papel aqui. Fizemos o que tinha que ser feito e vamos continuar fiscalizando o novo prefeito que assume na próxima semana”, comentou.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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