“├ö de casa!” Vendedores anônimos: Uma opção ou necessidade?

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“├ö de casa!”. Quem nunca foi interrompido de seus afazeres com esse chamado de pessoas batendo a sua porta vendendo as mais diversas coisas desde panelas, lingeries, perfumes, produtos por catálogo ou até mesmo serviços de arrumação de cadeiras e etc. Cada vez mais pessoas estão entrando para esse ramo comercial que tende a crescer nos próximos anos.
Há mais de sete anos, Luciana Baltazar ,33, conta que decidiu fazer esse tipo de comércio para auxiliar no orçamento. “Tinha a vontade de comprar minha casa e com o salário que tinha no meu antigo emprego, mal dava para me sustentar. Então decidi vender produtos por catálogo pra ajudar no orçamento. E olha que ajudou!”, diz a vendedora que hoje mantém um emprego fixo e nos horários de folga faz suas vendas.
Para quem quer começar a trabalhar nesse ramo, Luciana aconselha que é necessário muita paciência, tempo e cuidado para não levar os famosos “calotes”. “O Processo de venda, depende da empresa, cada uma oferece uma porcentagem sobre as vendas que gira em torno de 15 a 40%. Então, já tive mês de acumular mais de três mil reais só com as vendas por catálogo, mas tem que saber pra quem vender, pois como se trata de compra a prazo, muita gente depois não paga e a empresa não quer saber se você recebeu ou não. Ela quer o dinheiro, daí vem o prejuízoΓÇÖ, conta.
Luciana conta que já pensou sim em abrir sua própria loja, mas que as empresas que ela trabalha a proíbe de abrir esse tipo de comércio. No caso, ela teria que abrir uma franquia, o que ficaria extremamente mais caro. “Já pensei sim em abrir uma lojinha pra mim, mas para as empresas que eu vendo é proibido. Prefiro ficar nos livrinhos”, diz a vendedora que hoje já disponibiliza a venda a pronta entrega.
“É um diferencial que achei para as minhas clientes. Muita gente decide comprar de última hora para dar de presente ou algo assim, então, tento disponibilizar sempre uma unidade de cada produto para já poder entregar na hora”, continua.
A economia informal contribuiu com mais de 8% do Produto Interno Bruto do Brasil (PIB), nos últimos resultados obtidos pelo IBGE. Segundo o instituto, a informalidade chegou a R$180 bilhões só, em 2005. Um dos fatores que tem contribuído com isso é a facilidade na aquisição de empréstimos no Banco do Povo que colabora com as pessoas que querem ingressar na área comercial seja ela formal ou informal. Em Tabapuã, cerca de 80% desses empréstimos se deu a costureiras que queriam comprar maquinário e assim continuar ou começar uma nova profissão.
A jovem Moniéli Pelissari que trabalha em um banco em outra cidade, afirma adorar esse tipo de comércio. “Ultimamente não tenho tido tempo pra nada, então chego em casa encontro os catálogos lá e escolho o que quero. Sem contar quando a vendedora vem em casa e fica me mostrando um monte de coisa. Além de ser uma diversão, da para experimentar quando é roupa ou algo assim,” diz Moniéli.
A diferença entre comércio formal e informal consiste basicamente na criação do CNJP e a possibilidade de emissão de notas fiscais para o comércio formal e o comércio de produtos e serviços através da pessoa física (CPF) que diminui os impostos no caso do informal.
Vale lembrar que qualquer vendedor ambulante ao chegar às cidades deve procurar a Prefeitura Municipal para que seja recolhida uma taxa de imposto sobre serviço, lembrando ainda que a pirataria é crime e pode causar a apreensão da mercadoria e até quatro anos de reclusão.

Arte: Editoria de artes Gazeta do interior/Divulgação

Matéria publicada originalmente na edição impressa do jornal Gazeta do Interior do mês de Setembro. Assine Já o jornal impresso e leia tudo em primeira mão por apenas R$20 ao ano.

 

 

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