O ano que não existiu para os paulistas

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É, parece que nem começou direito e já acabou… 2013 foi assim mesmo, rápido, e, para o futebol paulista, inútil. Como estamos em dezembro e os últimos 12 meses foram complicados para os grandes clubes do nosso estado, não vou nem tentar fazer aquelas populares previsões, deixa isso para janeiro, a hora é refletir o que aconteceu de errado.

O campeonato Brasileiro terminou com a triste constatação de que nenhum paulista conseguiu ficar entre os quatro primeiros. O Santos, que foi o melhor, terminou só em sétimo lugar, uma situação frustrante para um estado que investe grandes quantias no esporte.

Desde o primeiro semestre, já víamos o anúncio do que aconteceria. A Copa Libertadores foi o primeiro grande tropeço. Palmeiras, São Paulo e Corinthians não chegaram a ser sombra do que prometiam. Aí a gente pensava: Ah, no Brasileirão a história muda… #Sóquenão.

Começando pelo Tricolor: O time do Morumbi tinha um elenco que, para a maioria dos críticos, daria trabalho. No ataque Osvaldo, convocado por Felipão, Aloísio e o ídolo Luís Fabiano, sem contar a zaga com Lúcio, capitão da seleção por anos, traziam grandes esperanças. Mas, em casa de um dono, dificilmente pato de fora manda o bico. E assim foi. Rogério Ceni é praticamente o proprietário chato do São Paulo e o relacionamento dele com o “boa praça” Ney Franco ficou pesado. A mídia era usada para a troca de gentilezas e um clima assim, com os dois chefes de cara um pro outro, dificilmente traz resultados positivos.

Por isso, nas primeiras rodadas, o Tricolor “incaível”, mas que disputou a segundona do paulista em 1991, estava ameaçado pelo rebaixamento. Chegou Autuori e nada adiantou. A parada só melhorou com o pacificador e gente boa Muricy Ramalho. Se pegarmos no papel, a mudança de time dentro de campo nem foi tão grande, apenas as briguinhas de egos terminaram.

Quanto ao elenco? Sim, é bastante limitado e precisa de peças. Prova disso foi a derrota para a Ponte Preta na Sulamericana.

Do Palmeiras nem devemos comentar muito. O time foi bem? Foi sim, mas disputando a segunda divisão, não fez mais que a obrigação. Só o salário do Valdívia pagaria a folha salarial de grande parte dos times da série B. E o torcedor palmeirense já calejado e merecedor de coisa melhor, nem ficou tão eufórico assim com a vitória já anunciada.

O Santos teve um ano de mudanças importantes, perdeu o grande ídolo Neymar e começou a reconstruir o elenco. Com o dinheiro arrecadado com o menino de ouro poderia ter contratado melhor, mas a tabela mostra que entre os ruins, o Santos foi quem mostrou mais estabilidade, ainda mais no fim de campeonato, quando deu uma grande subida no desempenho e estragou a vida de muito time que tentava se classificar para a Libertadores.

O maior problema do peixe é que o arrumador da casa, o técnico Claudinei Oliveira, por não ser um cara de grife, foi dispensado. É uma pena, porque ele demonstrou que sabe lidar com a juventude e fez um excelente trabalho.

Agora o capítulo de decepção à parte ficou por conta do Corinthians. O time veio de um 2012 espetacular, com todos os grandes títulos na mala. Libertadores e Mundial foram conquistados com muito esforço. Então, qual era a expectativa? Timão passa o rodo. Mas o rodo estava sem cabo, com certeza. Até a partida na Libertadores contra o Boca Juniors, quando o time foi roubado na cara dura, o desempenho estava até bom, mas, depois… foi complicado.

O time do grande Tite empatou 17 vezes no Brasileirão, quase um turno inteiro. E acompanhar as partidas era difícil, jogadores sem vibração, parecendo obrigados a estar em campo. Uma verdadeira palhaçada com a cara do torcedor que pagou os ingressos e a TV a cabo para acompanhar o time de coração.

É um ano para ser apagado. Se não fosse a defesa extremamente eficiente com Paulo André e Gil, provavelmente o Timão estaria disputando para não cair. Quer a prova? Em 2007, ano do rebaixamento, o Corinthians marcou 40 gols, 13 a mais que nesse ano, quando fez apenas 27. É de se assustar. Por isso, acertadamente, a diretoria quis renovar os ânimos do clube contratando técnico novo.

Ânimos que não devem ser renovados apenas no Parque São Jorge, mas sim entre todos os paulistas que não tem o 13 como número da sorte. O que resta é se planejar e esperar que o 14 traga melhores resultados.

E para você que nos acompanhou na maior parte desse ano complicado, que o próximo seja de muita paz para toda a sua família e que a alegria seja o sentimento que mais faça parte da sua vida. Estamos prontos e que venha 2014!

(Foto: Divulgação)

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