Nova Itapirema: Conheça a história da pacata vila de 1,3 mil moradores

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Quem entra pela rua principal acredita estar em uma cidade como qualquer outra do interior, mas basta cruzar as únicas quatro ruas para notar um ar de um povo aconchegante, acolhedor e bem tranquilo. São 1,3 mil moradores e o charme de um grupo de poucas casas mantém viva a tradição de cidade pacata e com quase nada de criminalidade.

A praça cheia de árvores em volta da Igreja Matriz ajuda a tornar o local mais agradável e com qualidade de vida indiscutível. As barracas de doces e iguarias da terra mostram a verdadeira essência do interior e quem passa por alí não esquece jamais.

Atualmente Nova Itapirema é Distrito de Nova Aliança. Segundo sites de pesquisa, no passado, denominada (Velha) Itapyrema, era localizada em outro ponto diferente do atual. Com um surto de malária, os moradores de Itapyrema, e os proprietários rurais mais próximos, foram obrigados a abandonar o local para não se deixar contaminar pela doença que se alastrava rapidamente.

Após a extinção da epidemia ressurgiu um novo povoado com o nome de Nova Itapirema, agora sem a letra “Y” na composição do seu nome. Precisamente no ano de 1910, portanto 10 anos após a eclosão do surto epidêmico, um novo povoado foi surgindo onde hoje é Nova Aliança.

Em 20 de novembro de 1944, o Distrito foi elevado à categoria de Município, com o nome de Nova Aliança (Sede), tendo Nova Itapirema, Mendonça e Adolfo como Distritos. Nova Aliança era então um dos maiores municípios do Estado de São Paulo em extensão territorial, perdendo tão somente para o município de Araçatuba, o maior na época.

barracas de nova itapirema

Itapirema, como hoje é carinhosamente chamada pelos moradores e por outros da região, tem sua economia voltada pela agricultura e pelos poucos comércios locais. O distrito possui casas de pesca, já que o local é rota de pescadores que passam por ali para chegar ao Rio Tietê.

Dona Maria do Carmo Gonçalves é uma das moradoras mais antigas do local. Chegou no Distrito quando ainda tinha 13 anos. “Faz 73 anos que eu moro aqui e eu vi isso aqui tudo ser construído. Não tinha casa nenhuma, a gente morava no sítio e viemos aqui pra vila porque precisamos vender o sítio”, afirma.

O local conta com uma Unidade Básica de Saúde e o atendimento é muito satisfatório, segundo os moradores. “Não temos o que reclamar. Médico sempre atende a gente com muito carinho e é bem rápido”, afirma o aposentado, Mario Emílio de Azevedo.

Casas com muros baixos, grades pequenas, sem cercas elétricas, câmeras de segurança ou qualquer tipo de fortaleza para combater crimes. Questionamos os moradores o porquê de tanta despreocupação.

“Aqui não tem assalto, ninguém rouba ninguém, não mata ninguém. Graças a Deus vivemos num pedaço do paraíso”, diz Mário.

(Reportagem publicada na edição impressa da Gazeta do Interior do mês de junho de 2018)
(Fotos: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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