Não mexa no meu celular! A dependência de um aparelho eletrônico

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Chega ser injusto com os fabricantes de celular, chamá-los de celular, já que entre todas as funções que ele fornece, a de usar a voz e a discagem é uma das menos utilizadas. No entanto, os comercialmente chamados de smartphones tem feito a cabeça da galera e se tornado um item indispensável para crianças, jovens e adultos.
Em alguns casos, o aparelho se torna o melhor amigo da pessoa e companhia indispensável desde os primeiros minutos do dia até a hora de dormir. É o caso da auxiliar de escritório e responsável pelo RH da empresa em que trabalha, Laís Coutinho Franzotti de Oliveira, (22) que já acorda com seu smartphone do lado funcionando como despertador.
“Não consigo me imaginar sem mais. Uso ele praticamente o dia todo, a cada cinco minutos tiro ele do bolso para ver se tem alguma coisa. Recebo e mando e-mails, verifico minha rede social e por aí vai”, afirma Laís que também conta ser viciada nos joguinhos. “Vixe! Se pudesse ficava jogando o dia todo. Já teve casos de eu estar em uma reunião ou algo do tipo e ficar com o celular no modo silencioso jogando”, conta aos risos.
E o vício não para por aí, Laís diz ser tão viciada no aparelho que chega tratá-lo como um bichinho de estimação. “Coloquei até nome no aparelho. Quando ele cai ou esqueço em algum lugar, meu coração fica apertado, não sei o que fazer, aí quando pego ele, faço carinho, peço desculpas. É uma comédia”, assume.
Segundo um estudo da consultoria IDC divulgado no final do mês de agosto, o número de smartphones vendidos no Brasil chegou a 8,3 milhões de unidades no segundo trimestre do ano, o que corresponde a um crescimento de 110% em relação ao mesmo período em 2012. Ainda pelo estudo, essa é a primeira vez que o número de aparelhos supera a venda de celulares comuns, no total, foram 54% contra 46% do total de aparelhos comercializados.
O sucesso desses aparelhos não para por aí, os que permitem o uso de dois chips teve crescimento nas vendas de 680% no último ano e alcançou mais de 5 milhões de unidades. Esse número representa cerca de um terço de todos os aparelhos vendidos no Brasil. Isso acontece devido às várias promoções de operadoras de telefonia, fazendo com que o usuário tenha mais que um número de várias operadoras.
Nesse âmbito entra Aguinaldo Luciano, (46), que tem celular desde o surgimento no país, por volta de 1996 e sempre troca de aparelhos. “No começo era algo muito bom, poder falar com as pessoas de qualquer lugar que eu estivesse. Isso quando tinha torre. Os aparelhos eram gigantes, hoje parecem armas, uns verdadeiros tijolos e desde então fui acompanhando a tecnologia, mas confesso que celular pra mim tem que ser apenas para apertar o botão vermelho e verde pra atender e desligar.” Conta o mecânico que já quer trocar de aparelho. “Estou precisando trocar de aparelho, quero um de dois ou mais chips. Em casa todo mundo tem uma operadora, meus clientes, em sua maioria, usam outra e não vou ficar com dois ou três aparelhos no bolso, já é difícil um só, imagine vários”, afirma.
Vale lembrar que esses números são responsáveis apenas para as vendas de aparelhos com nota fiscal e reconhecidos pelo Governo Federal, se somarmos a essa conta os conhecidos aparelhos “Xing-lings” vendidos em vários sites e camelôs, esse número, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), é quatro vezes maior.

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