Mulher sofre crise epilética, cai sobre fogueira e tem queimaduras de 2º grau

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Uma mulher de 38 anos sofreu queimaduras graves depois de ter uma crise epilética e cair sobre uma fogueira na manhã do último sábado (26), na zona rural de Potirendaba.

Segundo o boletim de ocorrência, Cleonice Gonçalves de Campos estava queimando palha de milho no quintal da fazenda onde mora, quando teve uma crise epilética e caiu sobre o fogo. O filho dela, Reginaldo Gonçalves de Campos, (23), ouviu os gritos e ajudou a socorrer a mãe.

“Eu não sei de onde eu arrumei forças, mas levei minha mãe pra dentro de casa, coloquei ela deitada e imediatamente liguei para minha amiga”, fala Reginaldo.

Foi a amiga de Reginaldo que ligou para o Hospital de Potirendaba solicitando socorro, mas disseram que não poderiam mandar ambulância, por que todas estavam em uso. “Meu filho me ligou e me falou que o hospital não mandaria ambulância. Eu estava em outra cidade e vim correndo. Colocamos a minha mulher na traseira de uma picape com um colchão e levamos ela na emergência do hospital de Potirendaba”, disse Renato de Campos, (43), marido da vítima que afirmou que vai registrar um boletim de ocorrência contra o hospital.

De Potirendaba, quase cinco horas depois, Cleonice finalmente foi levada para o Hospital de Base de São José do Rio Preto, já em estado grave . Ela sofreu queimaduras de 2º grau no lado esquerdo do rosto e no peito. A mulher segue internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do HB, está entubada, sedada e corre risco de morte. A vítima aguarda vaga em um hospital de queimados em Catanduva (SP).

Além da negligência no atendimento em Potirendaba, Renato queixa ainda da Polícia Militar de Potirendaba ter negado registrar o boletim de ocorrência. “Estou bastante chateado com a polícia. Eu precisava registrar o BO para poder solicitar a vaga para minha mulher em Catanduva e me disseram que não iam registrar. Só em Rio Preto que conversei com um policial e ele registrou o boletim pra mim lá”, diz.

Nossa reportagem entrou em contato com o hospital de Potirendaba, mas fomos informados de que ninguém responsável para falar sobre o assunto estava na entidade. No setor de relações públicas da Polícia Militar, por ser Dia do Funcionário Público, hoje não há expediente.

(Foto: Reprodução Álbum de família)

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