Motocross: Sede de Adrenalina e Liberdade! Tabapuã tem cada vez mais adeptos ao esporte

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Jonas Garcia

jonas@gazetainterior.com.br

Ficar em casa aos finais de semana vendo jogos de futebol não está na agenda de alguns tabapuanenses que descobriram o MotoCross e toda a adrenalina de andar sob duas rodas, deixando pais de cabelos em pé e orgulhosos ao mesmo tempo.
Diego Seron Bazzo, (21) e seu irmão Murilo descobriram nesse esporte uma maneira de se divertir, criar responsabilidades e sair da rotina do dia a dia. “Minha paixão por motos vem desde pequeno, pois meu pai saía com a moto dele e me levava pra passear na garupa. Praticar mesmo comecei com 16 anos através de um amigo que já corria, então comecei a andar no sítio da família, pastos até que tive coragem de enfrentar uma pista de verdade com rampas e tudo mais”, fala Diego.

Quem acredita que tudo é festa e curtição e quer começar a praticar esse esporte, Diego diz que o investimento é alto e está sempre gastando, além das grandes chances de se machucar nesse esporte pra lá de radical. “Desde que comecei já troquei 4 vezes de moto e agora estou querendo comprar a quinta, sem contar os capacetes, e material de proteção que tem que estar sempre em boas condições”, continua o esportista que já ficou afastado de sua paixão devido a uma lesão no joelho por nove meses fazendo fisioterapia, cirurgias e fortalecimento.

Segundo a FIM- Federação Internacional de Motociclismo-, MotoCross é uma prova em circuito fora de estrada, com obstáculos naturais surgindo no inicio do século XX na Inglaterra. No Brasil, o MotoCross ficou conhecido na década de 1980 com pilotos norte americanos que fizeram várias acrobacias, conseguindo cada vez mais adeptos.

As corridas de MotoCross são ricas em imagens, o esforço dos pilotos em ultrapassar seus limites e de suas motos, em cada curva aumentando a velocidade e em cada salto adquirindo mais altura, faz desse esporte uma imã para quem assiste e não deseja perder uma imagem.
O esporte tem evoluído muito na década de 1990, recentemente mesmo ainda sendo um esporte de alto custo, mas as facilidades que vem se encontrando recentemente para aquisição de motos e pistas para treinamento.
“Estava muito a vontade com a pista de Tabapuã nos treinos, aí comecei a ficar confiante e tentei fazer uma manobra que não tinha tanto treino e acabou não dando certo. Por sorte foi só o joelho, mas poderia ter me arrebentado todo.”

Mas nem tudo são flores, para o motociclista Alexandre Souza Júnior, 17, o gasto com as motos e equipamentos já ultrapassaram os R$30 mil. ” Comecei a praticar o motociclismo como esporte com meus 14 anos e até agora acho que gastei em média uns R$30 mil em motos, equipamentos, viagens e etc. É um esporte lindo, mas muito caro e o que dificulta é que poucas pessoas colaboram, não dão patrocínio, isso é de extrema importância.” conta.

Em Tabapuã, o esporte é considerado uma febre, pois todo o ano acontece uma etapa do campeonato e sempre com grande público que vai assistir e vibrar com as manobras e com o ruído dos motores fazendo com que cada vez mais pessoas entrem para esse mundo da adrenalina inclusive o sexo feminino.

(Foto: Jonas Garcia/Arquivo Gazeta do Interior)

 

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