Moradores e comerciantes reclamam das constantes quedas de energia ocorridas em Potirendaba

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Durante o dia, sem nenhum tempo de chuva, você está trabalhando ou em casa assistindo televisão, e, de repente, o fornecimento de energia é interrompido. Você reflete por alguns segundos e certifica de que o problema não é com você, pois sim, seu pagamento da fatura está em dia.

Este é o drama vivido por moradores e comerciantes de Potirendaba que sofrem quase todos os dias com as constantes quedas. Só na tarde desta última terça-feira (26/03/2019), a população de quase 17 mil moradores teve o abastecimento interrompido durante quatro vezes.

As quedas duram de 15 a 30 minutos e causam grandes transtornos e prejuízos. Em janeiro desta ano a Gazeta já havia mostrado o problema e de lá para cá nada mudou – pelo contrário – piorou.

Na manhã do sábado de carnaval (02/03), um dos dias de maior movimento do comércio, a cidade inteira ficou sem energia por quase três horas. Dona de uma loja de calçados e uma de roupas no Centro de Potirendaba, a comerciante Zélia Moretti diz que terá que fazer investimentos para não tomar ainda mais prejuízo.

“Sem energia não podemos trabalhar, pois não temos como lançar as vendas. Sem contar que sem o ar condicionado neste calor os clientes ficam incomodados e acabam indo embora. Infelizmente é um enorme transtorno e que estamos pensando em investir em baterias de longa duração para os computadores e até mesmo colocar um gerador”, fala.

A presidente da Associação Comercial de Industrial de Potirendaba (ACIP), Giovana Favaron, coleciona números de protocolos e reclamações que tem realizado junto à companhia de abastecimento. Ela fala que pretende acionar o Ministério Público junto com os comerciantes para que explicações e medidas sejam cobradas.

“Infelizmente está uma situação insustentável. Vamos nos reunir, colher assinaturas e fazer o que for necessário para que medidas sejam tomadas junto ao Ministério Público. O consumidor paga caro pelo serviço, mas não tem retorno e isso precisa de uma solução urgente”, explica.

Desta vez, a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) disse em nota que o Centro de Operações está fazendo um levantamento sobre o ocorrido e que assim que possível enviará um posicionamento oficial à Gazeta.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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