Moradores do bairro Coqueiral em Potirendaba reclamam de situação de abandono

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Mato alto, rua esburacada, poste caindo e falta de sinalização. Esses são apenas alguns dos problemas que moradores do bairro Coqueiral de Potirendaba, reclamam.

O local que fica há oito quilômetros da zona urbana do município é considerado pela prefeitura perímetro urbano. Pouco mais de dez famílias que moram alí, falam que nunca enfrentaram tamanho estado de abandono e descaso com o bairro como agora.

Um dos maiores problemas está na rua Dolores Perez Garcia Martins. Um poste está completamente inclinado para frente e prestes à cair. Após várias reclamações e solicitações dos moradores, a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) foi ao local e fez uma verdadeira gambiarra.

O poste que é de madeira e que deveria ser substituído por um novo, foi escorado com um pedaço de pau e amarrado com cabos de aço pela própria Companhia. Na rua de terra, a única coisa que os moradores estão aguardando é que aquele poste venha à baixo e derrube junto toda a fiação da rede.

“Eu tenho medo que esse poste caia em cima de alguém quanto estiver passando aqui pela rua. Esse outro poste aqui está comprometido por causa da inclinação daquele”, fala o pedreiro que mora do lado do poste, Sebastião José Rizzato.

O empresário José Abílio tem uma chácara no bairro e está vendendo o imóvel, mas para isso antes é necessário que a prefeitura da cidade conserte o problema e o transtorno causado por ela. Na frente da propriedade dele, uma vala foi cavada para que a água da rodovia escorra por alí, porém como não foram colocados tubos e tapada essa vala, isso torna impossível qualquer veículo entrar no local.

“Paguei todos meus impostos corretamente como é exigido. Se aqui é perímetro urbano, porque não recebemos tratamento e infraestrutura igual”, questiona Abílio.

A água que passa na frente da chácara dele vai parar no meio da vicinal que cruza o bairro. Toda aquela água da chuva não tem qualquer saída e fica parada no meio da rodovia e chega até a invadir as casas, segundo os moradores.

A via que liga Potirendaba ao município de Mendonça é bastante movimentada e tem vários buracos. A preocupação dos moradores aumenta agora no período de carnaval, onde o fluxo de veículos é bastante intenso no trecho.

Sendo assim a sinalização do bairro é outro problema. Na rodovia existem três lombadas, mas apenas uma sinalizada com placas. Depois que a vicinal foi recapeada, as lombadas sumiram e motoristas passam pelo local em alta velocidade.

As ruas do bairro que deveriam estar asfaltadas estão completamente tomadas pelo mato. Galhos de podas das árvores estão secos e se decompondo com o tempo, pois não foram recolhidos.

Com tantos problemas e dificuldades, a única exigência dos moradores é apenas viver com dignidade.

A CPFL Paulista informou em nota que neste momento realiza um levantamento das informações para responder o mais breve possível o questionamento enviado pelo jornal sobre o poste escorado com pau.

As primeiras informações da nota dizem que a distribuidora possui um programa estruturado de manutenção de postes que avalia periodicamente as condições de segurança de seus equipamentos. Quando não é possível realizar a substituição no mesmo momento, a troca é programada e as condições de segurança no local são garantidas.

Em muitos dos casos, é preciso realizar um desligamento programado para substituir os postes e avisar, com antecedência, os clientes que terão o fornecimento de energia elétrica afetado, conforme as regras do órgão regulador do setor elétrico brasileiro.

Já a prefeitura de Potirendaba disse também por meio de nota que as ruas com matos já foram roçadas. Questionamos então se há previsão para asfaltar aquelas vias, já que o local é considerado perímetro urbano, mas não obtivemos respostas.

Sobre os buracos na vicinal, trecho da nota diz que a operação tapa buraco será realizada pela Coordenadoria de Obras e Serviços. Já sobre o problema enfrentado por José Abílio, a prefeitura diz por fim que a Coordenadoria de Obras e Serviços está realizando um levantamento para resolver o problema com colocação de tubos, porém não estipulou prazo para que o serviço seja realizado.

(Fotos: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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