Moradores de Potirendaba faltaram a quase 1 mil consultas e exames em 2017

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Pacientes de Potirendaba faltaram a 937 exames e consultas com médicos especialistas durante o ano de 2017 em hospitais de São José do Rio Preto. Um número assustador e que coloca em risco a vida de outras pessoas que precisam dos atendimentos.

O levantamento feito a pedido da Gazeta do Interior junto a Coordenadoria Municipal de Saúde aponta um índice alarmante, já que por causa da demanda da regulação, algumas consultas e exames chegam a demorar quase um ano e quando finalmente são marcados, o paciente falta. Cidades menores como o caso de Potirendaba dependem exclusivamente de município maiores,  onde médicos especialistas e aparelhos de exames de alta complexidade estão concentrados.

O município então regula seus pacientes para o Hospital de Base e também para o Ambulatório de Especialidades Médicas (AME), em Rio Preto. A viagem dos pacientes para estes hospitais é bancada pelo município e levando em conta que uma viagem para Rio Preto custa em torno de R$ 5,45 por pessoa (valor de uma passagem de ônibus suburbano), isso teria causado um prejuízo de R$ 5.106,65 para a prefeitura.

Em 2017 foram agendadas 3.330 consultas e 1.952 exames nestes dois hospitais, um total de 5.282 procedimentos, que resultou em 17,7% de absenteísmo. Ao todo foram 557 faltas nas consultas e 380 nos exames.

Se levarmos em consideração que cada consulta tem um custo médio, estimado, de R$ 90,00 e um exame comum de R$ 50,00, teriam então causado um prejuízo em torno de cerca de R$ 70 mil aos cofres públicos. Maior que o prejuízo financeiro está a vida de outros pacientes em risco que dependem daquela vaga.

É o caso da aposentada Conceição de Fátima Garcia que aguarda um exame de ressonância magnética há quase quatro meses. “Eu preciso fazer o exame para poder iniciar o tratamento e enquanto isso fico aqui sofrendo com dor”, lamenta.

Para a coordenadora de saúde da cidade, Sarah Bossolo, o paciente que não tiver interesse mais na vaga, pode desmarcar a consulta ou exame com até cinco dias de antecedência. “Porque dentro desse prazo a gente consegue passar a vaga para outro paciente que está na fila precisando. O prejuízo maior é que muitos que realmente precisam esperam mês a mês a consulta. Vamos pensar no transporte. O ônibus ou van que era para irem lotados e não vão”, diz.

Potirendaba possui cinco Unidades Básicas de Saúde (UBS) onde existem profissionais de pronto ao atendimento e também especialistas. Além disso, possui o hospital que presta serviço de urgência e emergência 24 horas.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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