Moradores de Cedral questionam ausência de vereador na cidade

Posted by at 6:00 Comments Print

Mensagens em grupos de WhatsApp circularam nas redes neste começo de 2019 questionando a ausência do vereador Ricardo Milanez de Siqueira (PPS), em Cedral. Há suspeita de que ele não esteja morando na cidade.

Segundo artigo 15 do Regimento Interno da Casa, perderá o mandato o vereador que fixar domicílio fora do município. De acordo com moradores, Milanez tem residência no bairro Santa Terezinha, em Cedral, porém estaria morando fora da cidade e aparecendo apenas às sessões do Legislativo.

De acordo com a Câmara de Cedral, o vereador tem duas faltas em sessões extraordinárias, sendo uma no ano passado e outro agora em janeiro deste ano.

O suposto motivo da ausência do parlamentar, segundo a população, seria porque ele teria passado em um concurso público para o cargo de perito da Polícia Científica e estaria morando na cidade de Jales. Pelo fato de precisar viajar para outros municípios à trabalho, Ricardo estaria ausente de sua cidade de origem, o que não é permitido pela Câmara.

De acordo com dados fornecidos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo tem seu município de nascimento como São José do Rio Preto e atua como servidor público estadual. Em 2016 ele foi eleito o vereador mais votado de Cedral com 454 votos – 8,16% dos votos dos eleitores.

Nas últimas semanas, uma foto do servidor público circulou em grupos de WhatsApp questionando a ausência dele em Cedral. Na imagem uma mensagem perguntava: “É lícito o vereador Ricardo Milanez morar em São Paulo e ser vereador em Cedral?”.

Em setembro do ano passado, o parlamentar criou um folheto dos seus 20 meses de mandato titulado “Prestação de Contas”. Neste período ele afirma ter conquistado R$ 50 mil para a saúde da cidade junto ao deputado estadual Fernando Cury, uma moto para a prefeitura e liberação de verbas para a construção do prédio do Detran e também para a reforma de uma escola.

“Um vereador ele não precisa só morar na cidade, ele precisa estar vivendo o dia-a-dia do cidadão, saber dos problemas dos bairros e ajudar a solucioná-los. Temos esse cheiro dessa indústria de borracha aqui que é uma reclamação antiga de todos os moradores e que infelizmente ninguém resolve”, afirma o comerciante Antonio de Oliveira.

Entramos em contato por telefone com Milanez que solicitou que enviasse um e-mail com os questionamentos, porém, até o fechamento desta reportagem (25/01), ele não respondeu ao contato.

(Reportagem publicada na edição impressa da Gazeta do Interior do mês de janeiro de 2019)

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

Destaques Política Últimas Notícias , ,

Related Posts