Moradores de Bady Bassitt tem prejuízos com constantes quedas de energia

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Moradores de Bady Bassitt procuraram a Gazeta para reclamar dos prejuízos causados com as constantes quedas de energia sofridas na cidade. Nossa reportagem tentou buscar explicações para o problema e a empresa responsável pelo abastecimento disse que as quedas são provocadas por obras de melhorias.

Quarta-feira, 02 de agosto de 2017, duas horas da tarde. Maria Izaltina que faz sorvetes artesanais acaba o serviço e coloca todo o produto nos freezers. Dez minutos depois uma queda de energia queima um dos refrigeradores e resultado: o prejuízo.

“Infelizmente isso não é de hoje. Eu já chamei um eletricista, ele melhorou a rede dentro da minha casa, mas infelizmente não adianta de nada. Faz uns dois anos que isso só tem piorado”, comenta a empresária.

Nossa equipe percorreu quatro bairros de diferentes pontos da cidade e conversou com donos de empresas, comércios e de casas e percebeu que todos sofrem com o problema. As constantes quedas começaram, segundo eles, há mais ou menos três anos após a inauguração de um shopping há cerca de sete quilômetros, em São José do Rio Preto.

“Não tem outra explicação. A cidade nunca teve problema com picos de energia e não ganhou tantas indústrias assim. Infelizmente foi depois que foi inaugurado o shopping que notamos o problema”, fala Reinaldo Tagliaferri, dono de uma empresa na cidade.

E ele tem razão pois a cidade não possui subestação de energia e é abastecida por Rio Preto, justamente pela rede que vem da BR-153, onde fica instalado o Centro de Compras.

Cansado dos prejuízos Reinaldo ingressou com ação na justiça contra a Companhia Paulista de Força de Luz (CPFL). “Eu já perdi máquinas aqui que custam mais de R$ 10 mil. Sem contar que fico parado, perco produção e consequentemente clientes. E quem vai pagar meu prejuízo”, questiona o empresário do ramo de móveis.

Esta semana o prefeito de Bady Bassitt, Luiz Tobardini, protocolou um requerimento junto a companhia de energia, questionando o problema. No documento, o prefeito solicita, de forma imediata, estudos para a implantação de uma subestação de energia na cidade.

“Há muito tempo nossa cidade vem enfrentando falhas sistêmicas no fornecimento de energia elétrica. São quedas rotineiras e sucessivas que, nos últimos meses, cresceram consideravelmente ultrapassando os limites da tolerância. Quero explicações e melhorias, o mesmo desejo de todos”, diz Tobardini que também levou o caso ao Procon.

O supervisor do órgão de defesa do consumidor do município, Raphael Barison, disse que são inúmeras as reclamações recebidas na instituição. “Se não fossem suficientes os inúmeros prejuízos financeiros advindos de danos causados em eletrodomésticos, bem como a interrupção da atividade laboral de empresas e comércios de nosso município. A interrupção da prestação do serviço ocasiona sérios prejuízos à segurança e ao bem-estar da população”.

Questionada pela Gazeta, a CPFL disse que as quedas foram ocasionadas por obras de melhorias em uma subestação que atende o município e que o objetivo dessas obras é de expandir o sistema elétrico, melhorando a qualidade e confiabilidade do fornecimento de energia elétrica para os consumidores. Trecho da nota diz também equipes técnicas inspecionaram toda a rede de distribuição para identificar possíveis falhas na rede, bem como executar podas de árvores.

A CPFL aproveitou para dizer ainda que no mês passado foram registrados casos de colisão contra postes na BR-153, entre São José do Rio Preto e Bady Bassitt, e na saída para Nova Aliança que também ocasionaram interrupções. Sobre o ressarcimento por danos em equipamentos, a empresa informou que analisará os pedidos, conforme determina a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Para solicitar o ressarcimento, o consumidor deve entrar em contato com a CPFL até 90 dias depois da ocorrência. O consumidor deve fornecer uma breve descrição do caso com provável data e horário do ocorrido, informações sobre sua unidade consumidora, relato dos problemas apresentados e detalhes de marca e modelo do aparelho. O usuário pode entrar em contato com a empresa através do site , pelo e-mail [email protected] ou ainda pelo telefone 0800 010 10 10 (ligação gratuita).

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior-arquivo)

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