Mesmo sem chuvas, número de casos de dengue vem crescendo na região da Gazeta

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Nas três principais cidades de circulação da Gazeta do Interior o número de casos de dengue vem crescendo mesmo com o longo período de estiagem. Até agora, mais de 20 pessoas já estão contaminadas com a doença só nas três cidades sede do jornal.

No ano passado, Tabapuã com 88 vítimas e Uchôa com mais de 100, viveram estado de epidemia. Bady Bassitt além de epidemia decretou estado de emergência. Nova Aliança, Cedral e Guapiaçu também sofreram epidemia da doença.

Em São José do Rio Preto, uma das maiores cidades do noroeste do Estado, nove pessoas morreram em 2013 vítimas da doença. Algumas delas por complicações, outras por síndrome de choque da dengue, um estágio mais avançado do que a dengue hemorrágica. A do tipo hemorrágica é uma das formas mais graves da doença e pacientes que já tiveram dengue correm mais risco.

Potirendaba em 2013 teve 49 casos de dengue. De janeiro até o mês de junho a cidade já contabilizava 11 casos da doença. A aposentada Luiza Prodóssimo Covre já é uma das vítimas da doença este ano no município. Ela mora no bairro Vila Scarpelli e acredita que o foco do mosquito tenha vido do bairro, pois outros vizinhos também foram contaminados. “Na rua de baixo aqui de casa outras pessoas também tiveram dengue. Meu quintal é limpo, não deixo água nas plantas, nada. Acredito que o mosquito veio de outra casa do bairro”, diz.

De janeiro até agora, oito pessoas já foram infectadas com a doença em Tabapuã. Em Uchôa sete casos foram confirmados. Nas três cidades, equipes da vigilância epidemiológica realizam o trabalho intenso de nebulização para acabar com o mosquito.

Mesmo o número de casos este ano estar menor que em relação ao mesmo período de 2013, a explicação na diminuição é por causa da escassez de chuvas.

Em todo o País, o número de casos por dengue teve queda de 80% na comparação do primeiro bimestre deste ano com o mesmo período do ano passado. O Ministério da Saúde registrou 87 mil notificações entre janeiro e fevereiro de 2014, contra 427 mil no mesmo período de 2013.

“Tivemos um 2013 chuvoso e um 2014 com pouca chuva. Isso não significa que por que não tivemos chuva que a dengue não vai existir. O mosquito está migrando, ficando mais inteligente. Ele bota ovos em lugares inimagináveis como tampas de refrigerantes e até reservatórios de água do carro”, explica o médico infectologista, Claudio Penido Campos Junior.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)
(Matéria publicada na edição impressa da Gazeta do Interior do mês de junho de 2014)

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