Mês de prevenção ao suicídio mobiliza centenas de pessoas em Potirendaba; cidade já registra dois casos só este ano

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Um número mais assustador do que quem tira a vida do outro é o de quem tira a própria vítima. Em Potirendaba, de janeiro até setembro de 2018, duas pessoas cometeram suicídio e o mês de prevenção à causa mobilizou centenas de pessoas.

O primeiro 1º Encontro sobre a Conscientização da Prevenção ao Suicídio aconteceu no Centro de Eventos Seresteiros da Saudade, na última quinta (7/09). Setembro amarelo alerta para a ação que cada ano que passa faz mais e mais vítimas.

Centenas de alunos, pais e professores participaram do encontro que teve apresentação de dança, apresentações teatrais conscientizando sobre a prevenção e palestras como a da psicóloga e mestre em ciências da saúde e especialista em terapia cognitiva, Thamires Monteiro do Carmo que trouxe o tema “Suicídio: precisamos falar sobre isso”.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) não tem estatísticas do número de suicídios, mas segundo comunicados de familiares, Potirendaba já registrou dois casos de pessoas que tiraram a própria vítima só este ano. O caso mais recente foi de um jovem que deixou esposa e filho no último dia 8 deste mês.

O suicídio mata mais que o próprio homicídio, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A cidade com pouco mais de 16 mil habitantes é a prova disso, neste nove meses de 2018, o município não tem nenhum homicídio registrado, segundo a SSP.

De acordo com a OMS, 883 mil pessoas se matam no mundo a cada ano. É mais gente do que todos os mortos em guerras, vítimas de homicídios e desastres naturais – coisas que, somadas, tiram 669 mil vidas por ano.

E um novo estudo indica que o ritmo dos suicídios está se acelerando. A Universidade de Oxford estudou os efeitos da crise econômica global, que começou em 2008, sobre as taxas de suicídio nos EUA, no Canadá e na Europa.

Em todos os casos, elas apresentaram crescimento: de 4,8%, 4,5% e 6,5%, respectivamente. Os suicídios no mundo já vinham aumentando (o número global de casos cresceu 60% desde a década de 1970), mas agora assumiram um ritmo mais intenso.

A família e os amigos nem sempre percebem que a pessoa está pensando em se matar. Mas uma nova técnica promete apontar o risco de suicídio com antecedência, por meio de um simples exame de sangue – que mede os níveis de dois genes relacionados à intenção de se matar. O exame foi criado para uso militar e ainda está em fase de testes, segundo reportagem publicada no ano passado pela revista Super Interessante.

(Foto: Divulgação)

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