Medidas protetivas para o carnaval vão muito além dos preservativos, os foliões devem se atentar também com o beijo

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De acordo com um estudo realizado pela Universidade Federal Fluminense, a história de que as taxas de gravidez aumentam durante o carnaval é um mito. No entanto, o alerta continua.

Nos últimos anos, os casos de Sífilis, Clamídia, HIV e HPV aumentaram no Brasil. Com a chegada do carnaval, os postos de saúde entram em alerta com as possíveis contaminações.

Os jovens são os principais alvos, pois, na maioria das vezes, se esquecem dos riscos por trás do sexo desprotegido. Além da contaminação através do ato sexual, muitas dessas doenças também podem ser transmitidas através da saliva na hora do beijo.

A ginecologista Clícia Quadros, explica que o beijo pode ser a porta de entrada para doenças infecciosas como herpes, sífilis e mononucleose.

“A herpes, por exemplo, é passada até mesmo quando o parceiro não possui feridas na boca, sendo transmitida pelo contato entre as mucosas. Esse vírus pode se manifestar depois de um longo período e de forma recorrente quando pessoa está com baixa imunidade. Já outras doenças como a Sífilis, são transmitidas apenas quando já há alguma ferida na boca. O sexo oral também é perigoso, sendo imprescindível o uso de preservativos”, diz.

O cirurgião-dentista Paulo Bottura, explica que até mesmo as cáries são compartilhadas. “Nossa boca é repleta de germes que se reproduzem na cavidade oral e se alimentam dos restos de comida que deixamos ali. Durante a troca de salivas transmitimos essas bactérias para a outra pessoa, comprometendo assim a sua saúde bucal”.

Os casos de sífilis estão centre os mais alarmantes desde 2011. Dados do Boletim Epidemiológico da Sífilis 2018 mostram que a taxa de detecção da sífilis adquirida aumentou de 44,1 para cada grupo de 100 mil habitantes, em 2016, para 58,1/100 mil em 2017.

No mesmo período, a sífilis em gestantes cresceu de 10,8 casos por mil nascidos vivos para 17,2. Já a sífilis congênita, passou de 21.183 casos em 2016 para 24.666 em 2017. Caso não for tratada em tempo hábil, a doença pode acarretar cegueira, demência e más formações – no caso de infecção da gestante para o feto.

(Foto: Divulgação)

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