Médicas cubanas começam ir embora e pacientes de Potirendaba, Nova Aliança e Bady Bassitt precisam ser remanejados

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Cinco médicas cubanas de Potirendaba, Nova Aliança e Bady Bassitt já não atendem mais a partir desta quarta-feira (21/11/2018) nos Postos de Saúde destes municípios. Pacientes que foram até as unidades já não receberam mais atendimento pelas profissionais e precisaram ser remanejados com outros médicos.

Conforme a Gazeta mostrou nesta última terça (20/11), cinco dos seis médicos que atendem a população de Potirendaba são de Cuba. Nesta quarta 21/11, os mais de 30 pacientes que foram até o Posto de Saúde da Família (PSF) II do bairro Jardim dos Eucaliptos e alguns do Extensão do PSF VI no bairro Luís Pastorelli já não receberam mais atendimento das cubanas.

Segundo a coordenadora de saúde de Potirendaba, Sara Bossolo, as duas profissionais que atendiam nestas unidades já estão com voos marcados para Cuba para o dia 26/11. “Os postos do bairro Jardim das Hortênsias, São Francisco e Central estão com atendimento normal e os pacientes destes outros dois postos estão sendo remanejados. Faremos de tudo para que ninguém fique sem atendimento, pois teremos reunião intensiva com enfermeiros para poder filtrar estes pacientes e quem precisar de urgência e emergência, temos o hospital que presta atendimento ao SUS 24 horas”, esclarece.

Em Nova Aliança a única médica cubana que atendia na Estratégia de Saúde da Família (ESF), também não prestou mais atendimento hoje. Segundo a secretária de saúde da cidade, Fernanda Cristina Rodrigues, a determinação do Ministério da Saúde é para que a profissional seja levada até um hotel em São Paulo.

“Além da profissional cubana, temos outro médico que realiza o atendimento eletivo, portanto os pacientes foram remanejados e ninguém ficou sem atendimento. Agora vamos aguardar a substituição desta profissional”, afirma.

Em Bady Bassitt duas médicas de Cuba também trabalharam na cidade só até ontem. Elas atendiam na ESF Ana Maria Nardim Pereira e pacientes do local também foram remanejados.

“Estamos realizando o atendimento normalmente e direcionamento os pacientes para outro médico que temos na cidade”, disse a coordenadora de saúde da cidade, Roberta Amorim Pereira.

SAÍDA DO “MAIS MÉDICOS”

A decisão do governo de Cuba em retirar os mais de 8 mil médicos do Brasil pegou todos de surpresa no último dia 07/11. Ele citou “referências diretas, depreciativas e ameaçadoras” feitas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro à presença dos médicos cubanos no Brasil.

“O Ministério da Saúde Pública de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do Programa Mais Médicos e assim comunicou à diretora da Organização Pan-Americana de Saúde [Opas] e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam a iniciativa”, diz a nota do governo.

Após a decisão do governo cubano, Bolsonaro se manifestou pelo Twitter dizendo: “Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou.”

VAGAS PARA O MAIS MÉDICOS

O Ministério da Saúde publicou no “Diário Oficial da União” ontem o edital com cerca de 8,5 mil vagas para o programa Mais Médicos. As vagas, abertas para substituir médicos cubanos, são para profissionais brasileiros e estrangeiros que tenham registro no CRM do Brasil.

A publicação do novo edital faz parte de uma medida emergencial do governo brasileiro com a saída dos cubanos. O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, disse em entrevista coletiva que o presidente Michel Temer determinou que o país tenha o menor impacto possível com a saída de médicos cubanos do programa.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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