Mau cheiro em Cedral chega ao Ministério Público

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Um dos principais problemas em Cedral, segundo moradores, é o mau cheiro que vem de uma indústria de borracha. A empresa existe na cidade há 40 anos, bem antes do crescimento populacional, mas agora a situação está mais grave, segundo a população.

Em abril de 2019, após uma visita de engenheiro da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, Cetesb, a empresa foi multada em R$ 137 mil. De acordo com o engenheiro químico da Cetesb, João Adriano Alves, os mais fortes odores saem da etapa de secagem em estufa. “Em Cedral, esses gazes são captados por um sistema de exaustão e passam por três sistemas de controle, um lavador de gazes, um sistema de ozonização (método de tratamento de água) e um leito de adsorção em sepílio. Foi justamente esse terceiro item que foi substituído pela empresa e pode ter ocasionado a emissão de odores acima do limite aceitável pela população”, destacou.

Como a empresa deve respeitar a lei e apresentar sistemas de controles mais apurados na contenção desses odores, que não são tóxicos, mas que incomodam, a promotoria de Justiça de São José do Rio Preto, por meio do promotor Carlos Gilberto Menezello Romani, abriu um inquérito para apurar as denúncias e as possíveis irregularidades que estão sendo cometidas.

No último despacho feito pelo promotor, em 27 de janeiro deste ano, ele solicita “informações da aprovação ou não de nova licença e se a empresa está promovendo atividades e apresentou plano para minimizar os efeitos dos odores produzidos por ela esclarecendo as medidas de mitigação, se houver, fixando o prazo de 30 (trinta) dias para a resposta”.

A licença emitida pela Cetesb para a empresa QR Borrachas Quirino tinha validade até 30 de dezembro de 2019.

A reportagem tentou contato com a empresa citada, mas ninguém comentou sobre o assunto.

(Foto: Jaqueline Barros / Gazeta do Interior)

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