MAIS UMA CHANCE: Começa a partir desta quarta-feira a Rio+20

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Diogo De Maman

diogo@gazetainterior.com.br

O mundo, a partir de hoje (13), estará de olho na Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, o evento mais conhecido como a Rio+20, acontece na cidade do Rio de Janeiro e vai até o próximo dia 22, a Conferência tem como objetivo contribuir para a renovação do compromisso político sustentável.

No entanto, as expectativas de alguns ambientalistas é que a Rio+20 não vai levar a lugar algum. O físico, José Goldemberg, da universidade de São Paulo (USP) em entrevista a Revista Planeta diz em poucas palavras sobre o que houve de melhoras no meio ambiente desde a Rio-92, última reunião sobre o meio ambiente realizada no Brasil. “Poucos resultados em 20 anos”, afirma.

Os ativistas reclamam ainda que tiveram seus pedidos em participar da Conferência rejeitados pela Nações Unidas e participará somente pessoas que não conhecem a história do Planeta Terra. Com intenções exclusivamente políticas e tão pouco conhecedoras sobre sustentabilidade.

E realmente não podemos ficar com a expectativa que agora sairá a solução definitiva para o nosso Planeta. Com a crise atingido os Estados Unidos e boa parte dos países da Europa não haverá nenhum compromisso mais radical que impliquem a produção dos países desenvolvidos.

Uma das alternativas para solucionar o caos ambiental foi apresentado em novembro de 2010 pelo Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) que lançou o relatório De olho no meio ambiente em mutação: do Rio à Rio+20, uma coleção de dados sobre a evolução dos indicadores ambientais e econômicos nas duas últimas décadas.

Dentre os tópicos do relatório está proposto a impulsão da economia verde, mostra que a médio e longo prazo, as empresas lucrariam mais investindo em tecnologias limpas do que no modelo atual. Mas seriam necessários investimentos de pelo menos 2% do PIB global durante 40 anos, para esverdear o Planeta, que daria cerca de US$ 52 trilhões ou US$ 1,3 trilhão ao ano.

Outra sugestão, um tanto radical, seria o mundo cobrar impostos sobre emissões de carbono e cortar os subsídios que torna o preço da gasolina mais barato – cerca de US$ 650 bilhões anuais.

Soluções existem, mas custam caro, e preparam-se para muita conversa e pouca solução, infelizmente as pessoas que vão nos representar na Conferência não são as melhores sobre o assunto. A nossa presidente, Dilma Rouseff, por exemplo, em 2011 não se reuniu uma única vez com o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, o que mostra que ela entende pouco ou está pouco interessada sobre o assunto.

 

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