Mais de 22 mil eleitores deixaram de votar neste 2º turno na região da Gazeta

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O número de pessoas que deixou de comparecer às urnas neste segundo turno das eleições ultrapassa os 22 mil eleitores. Votos brancos e nulos também assustam, pois ultrapassam os 9 mil.

Do total de 100.759 pessoas aptas à votar, 22.322 não compareceram aos colégios eleitorais neste último domingo (28/10/2018). Os cidadãos precisavam escolher o governador e o Presidente da República.

A cidade que teve o maior número de faltas foi Guapiaçu, até porque é a maior cidade com número de eleitores da região da Gazeta. O município com 14.486 eleitores, 3.189 deixaram de votar.

Em seguida vem Urupês, que tem 11.018 eleitores e 2.874 não foram votar. Alguns potirendabanos também não quiseram exercer seu papel de cidadão e na cidade o número foi de 2.818 faltosos.

Outro número preocupante está com os votos brancos e nulos. Nas 12 cidades foram 2.229 votos em branco e 7.157 anulados para a escolha do candidato a presidente.

Guapiaçu vem novamente no ranking com 1.120 votos em branco e 362 nulos. Em seguida vem Potirendaba com 836 nulos e 349 em branco.

No Brasil, fazer parte do processo eleitoral não é um direito, mas uma obrigação, e há uma multa por não votar, aplicada nas pessoas que não realizaram o voto nem justificaram sua ausência no dia da eleição.

O valor da multa é individualmente determinado por um juiz eleitoral. Cada turno no qual o cidadão não vota gera uma multa diferente. É possível que a multa varie entre pouco mais de um real e várias dezenas de reais, de acordo com a análise realizada pelo juiz.

Além disso, é importante considerar que você possui um prazo de até 60 dias para quitar a multa por não votar e não justificar a audiência. Para isso, é necessário solicitar a GRU – Guia de Recolhimento da União – em algum cartório eleitoral brasileiro, e realizar o pagamento em qualquer agência bancária, agência dos correios ou unidades das casas lotéricas.

O voto em branco é aquele em que o eleitor não manifesta preferência por nenhum dos candidatos. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considera como voto nulo aquele em que o eleitor manifesta sua vontade de anular o voto, onde digita um número de candidato inexistente, como por exemplo, “00”.

Antigamente como o voto branco era considerado válido (isto é, era contabilizado e dado para o candidato vencedor), ele era tido como um voto de conformismo, na qual o eleitor se mostrava satisfeito com o candidato que vencesse as eleições, enquanto que o voto nulo (considerado inválido pela Justiça Eleitoral) era tido como um voto de protesto contra os candidatos ou contra a classe política em geral.

votos brancos e nulos

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)
(Fonte da pesquisa: TSE)

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