Mãe de criança obesa de Uchôa sofre para sustentar família

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A família da menina Isabela Fernanda Rocha Francisco, de apenas 11 anos, que pesa 158 kg, passa por grandes dificuldades financeiras. A mãe, Giseli Cristina dos Santos Rocha, 36 anos, que está desempregada e cuida sozinha dos três filhos, ainda corre o risco de perder a guarda da filha por conta da obesidade da menina.

As despesas da casa é a prestação mensal de R$ 155, água, energia elétrica e a conta do supermercado. O dinheiro para pagar tudo isso vem de um programa do Governo do Estado, Renda Cidadã, que fornece R$ 80 por mês.

O valor é muito inferior ao que a família precisa mensalmente para viver independentemente. Sem condições de se manter é necessária a ajuda de pessoas que têm para repartir. Foi o que aconteceu após a exibição da matéria da menina em um programa de rede nacional de televisão. Isabela ganhou as bonecas que tanto queria e a família recebeu ajuda de pessoas de São José do Rio Preto, Araçatuba, São Paulo, além de outros estados como de Minas Gerais e do Paraná.

Giseli conta que Isabela nasceu gordinha. Aos quatro meses de vida, a menina já era obesa quando pesava 9 kg. O caso da família piorou quando o marido foi preso em novembro de 2011 por tráfico de drogas, no crime, Giseli também ficou detida por quatro meses, o filho caçula ficou com a cunhada e a Isabela e a irmã foram para o abrigo em Rio Preto.

Após esse tempo, sem ninguém em casa, as contas foram atrasando e o fornecimento de água chegou a ser cortado por 15 dias. Foi a partir daí que a prefeitura passou a conhecer melhor esse caso, religou a água e hoje é bem flexível quanto aos atrasos da família.

A prefeitura, além da ajuda com a água, já empregou Giseli no ano passado em um programa chamado “Frente de Trabalho”. O problema é que o contrato terminou e ela foi dispensada recentemente. A mulher recebia R$ 400 por mês. Valor que ajudava a pagar a prestação da casa e outras despesas.

Giseli, que ainda tem dois uniformes do hospital, disse que estava tudo certo quanto à renovação no programa, mas o fato da história ter aparecido em rede nacional expondo o problema de Isabela pode ter influenciado a decisão de cortá-la do serviço.

“Quando fiquei sabendo que ia dispensar eu fui atrás de emprego e achei um em Rio Preto, mas a Marilda (primeira dama) me disse que eu ficaria no emprego. Então eu dispensei o serviço lá e depois ela me dispensou aqui”, fala a dona de casa. “Eu não tenho raiva de ninguém, eu só preciso de ajuda para a minha filha. A minha demissão não teve explicação. Não dei motivo para ter sido mandado embora, simplesmente me dispensaram. Só que teve gente que entrou junto comigo e continua trabalhando até hoje”, concluí.

A primeira dama e presidente do Fundo Social, Marilda Alves Martins, disse que Giseli foi dispensada porque o contrato havia expirado, mas que vai voltar. “Ela fez novamente a inscrição no começo desse mês e dia 23 de julho a Giseli retorna ao programa”, disse.

Questionada sobre possível perseguição política, Marilda fala. “Terminou o programa do governo do estado, eu mantive ela por mais dois meses pagando com recursos do Fundo Social”, conclui.

Para manter a guarda das filhas, Giseli recebeu uma condição da Casa Lar de Rio Preto. “Avisaram-me que eu não posso deixar faltar nada, se um dia eles chegarem aqui e ver apenas um saco de arroz, eu não vou estar tendo condições de cuidar dos meus filhos e vão levá-los embora. Por isso o que eu podia vender eu vendi tudo para manter a casa”, diz.

Giseli fala que o pior provavelmente já passou e espera um futuro melhor para sua família. “É tão triste quando caia à noite, tudo ficava escuro em casa e os filhos procurando um cantinho para ver televisão no vizinho”. A dona de casa ainda fala sobre os planos daqui para frente. “Quero arrumar um serviço, cuidar dos meus filhos e se não fosse pedir demais, ganhar alguma máquina de sorvete ou de chinelo para eu ter uma renda em casa”, fala.

A Justiça de São José do Rio Preto ordenou o tratamento imediato da menina Isabela que, devido ao peso, parou de estudar e mal sabe ler e escrever. O descumprimento da medida pode levar a perda da guarda da filha. Há 7 meses, os filhos não vêm o pai que foi transferido ao Paraná. Mesmo com o homem preso, a família não recebe o auxílio reclusão. Isabela parou de estudar devido ao peso e mal sabe ler e escrever.

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