Lucro virtual: Classificados por rede social atraem cada vez mais públicos e se torna mercado rentável

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Hoje em dia, a rede social é uma das ferramentas de comunicação mais utilizada pelos brasileiros para manter contatos com amigos e conhecer novas pessoas. Porém, devido à facilidade, pessoas da região usam esses sites para fazerem classificados de vendas através de grupos.

Esse comércio que vem se tornando cada vez mais lucrativo, funciona mais ou menos assim: Uma pessoa cria um grupo, adicione os amigos próximos e esses amigos vão adicionando outros amigos, formando assim, uma enorme rede de contatos de uma determinada região, aumentando ainda a visibilidade e a chance de negociar o produto.

O trabalhador autônomo, Silvio Lourenço, 49 anos, é uma dessas pessoas que passou a usar a rede social para ganhar dinheiro. Ele criou no Facebook, uma página de classificados destinada a troca de jogos de vídeo games. O grupo que tem mais de 200 pessoas é fechado e participa somente aqueles que têm interesse em negociar algum produto.

Ele fechou a lan house há dois meses para focar nas vendas em redes sociais e garante que está dando certo. “Hoje eu vivo disso, tiro cerca de R$ 2 a R$ 3 mil por mês vendendo jogos e aparelhos. Desde o Natal do ano passado até junho vendi cerca de 70 vídeo games”, confessa.

Se há gente que vende é porque tem público que compra. O administrador de empresa, João Victor Birolli Junior, 23 anos é uma dessas pessoas que aproveita o preço barato dos classificados para sempre comprar jogos. “Eu compro muito pelos classificados e economizo muito com as compras. Jogos de lançamento que custam R$ 149, o pessoal vende a R$ 100 em perfeito estado”, comenta.

Só que nem sempre o barato compensa e nem todas as negociações são concretizadas com sucesso. O sonoplasta, Luciano Carreira, 23 anos, fez uma compra de um notebook e caiu em um golpe. “Navegando nos classificados do Facebook, eu vi um notebook que me interessou. O vendedor me atendeu muito bem e o valor estava R$ 500 abaixo do preço de mercado. Eu depositei o valor na conta dele e ele ficou de me mandar pelos correios. Quando percebi que havia caído num golpe, comecei a ligar no número dele, mas depois nunca mais consegui falar com ele. Fiz um boletim de ocorrência e dificilmente terei o meu dinheiro de volta”, finaliza.

O advogado especialista em direito do consumidor, Jean Dornelas, desaconselha a compra de qualquer tipo de serviços ou produtos perecíveis. “A gente sugere que só compre nesses classificados produtos palpáveis, por exemplo, uma máquina de lavar. Jamais compre algum serviço através desses classificados, pois, não tem garantia nenhuma. O especialista ainda dá uma dica importante para evitar que mais pessoas caiam em outros golpes nesses classificados. “Cuidado com o valor muito baixo do mercado porque a pessoa provavelmente não vai entregar aquilo que está prometendo. Imprima toda a negociação caso tenha algum problema e cheque o nome dessa pessoa no Google e o CPF da pessoa no site da Receita Federal. Para finalizar Jean fala que somente a polícia poderá fazer algo se alguém sofrer um revés na negociação. “Em tese é uma relação de consumidor para consumidor, somente se tiver uma empresa atuando nos classificados oferecendo alguma coisa aí o PROCON poderá autuar. No mais, o caso será para a polícia civil”, completa.

(Foto: Editoria de Artes / Internet)

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