Justiça de Catanduva nega ação de dano moral a ex-provedor da Santa Casa de Ibirá após prisão de falsa médica

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A justiça de Catanduva julgou improcedente um pedido por danos morais requerido pelo ex-provedor da Santa Casa de Ibirá. Rodrigo Augusto Pagliusi teria entrado com ação contra usuários do Facebook após comentários da prisão de uma falsa médica em outubro de 2017.

Pagliusi alegou na ação que duas mulheres, R.B.S. e M.R.N., teriam cometido ato ilícito publicando mensagens de injúria e difamação após a prisão da falsa médica no Facebook. Em trecho das postagens elas desabafam sobre o fato e cobram explicações do então provedor.

“O senhor Rodrigo Pagliusi o provedor da santa casa não vai se manifestar. Por que. Foi homem para demitir um excelente medico para fazer o capricho da sua esposa. Seja homem agora e da sua versão. Ou esta com vergonha”, diz trecho de um dos comentários.

“Pela prova coligida não vislumbro a presença de ato ilícito imputável às requeridas que possa configurar ofensa à honra objetiva e/ou subjetiva do autor. Não se verifica do teor das “postagens” publicadas pelas rés conteúdo que transbordasse o direito de liberdade de expressão constitucionalmente conferido a elas”, disse a juíza Adriane Bandeira Pereira em sua decisão.

Nossa reportagem tentou contato com Rodrigo, mas ele não foi encontrado para comentar sobre o assunto. A decisão da juíza ainda cabe recurso.

Prisão da falsa médica em Ibirá:

Kelly Regiane Queiroz, de 41 anos, foi presa em flagrante em seu consultório na Santa Casa da cidade no dia 23/10/2017 se passando por médica e exercendo a profissão com CRM falso.

De acordo com o Boletim de Ocorrência, a mulher se passava por clínica geral na entidade há três meses. Ao ser presa, ela disse que era formada na Bolívia e que não conseguia passar na prova de revalidação para exercer a medicina no Brasil.

Kelly usava o CRM da dermatologista de São Paulo, Kelly Queiroz Cardoso, que teve sua bolsa furtada em fevereiro do ano passado. Dentro da bolsa tinha o carimbo com o CRM de Kelly e documentos pessoais.

A suspeita contou ainda que comprou os objetos de uma pessoa para atuar como médica em Ibirá. Além do carimbo, a polícia apreendeu também o jaleco bordado o nome da médica.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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