Justiça da Infância e Juventude cria programa para doação voluntária em cidades da Gazeta

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A Justiça da Vara da Infância e Juventude da comarca de São José do Rio Preto lançou nesta quarta-feira (15/03/2017), um programa de doação voluntária. O projeto visa dar apoio a gestantes e orientações às mães para tentar evitar abortos, abandonos e agressões a essas crianças no futuro em cidades aqui da nossa região.

O lançamento do programa foi na Câmara municipal de Rio Preto, e contou com a presença de autoridades do judiciário, da polícia civil e prefeitura municipal. De acordo com o juiz da Vara da Infância e Juventude, Evandro Pelarin, o programa vai cumprir a Constituição Federal e o estatuto da criança e do adolescente, quanto ao atendimento a gestante no pré e pós natal.

“O objetivo do programa é tentar identificar mães que demonstrem a intenção de não ficar com os filhos depois do nascimento e assim, evitar que essas crianças sejam abandonadas e até mortas no futuro pelos próprios pais”, fala o juiz.

Desde o começo do ano, alguns casos envolvendo bebês e crianças foram registrados na região.  No dia 3 de fevereiro uma camareira de 24 anos foi presa em flagrante depois de matar o próprio filho com um golpe de faca no pescoço. Ela estava grávida de nove meses e não teria contado para ninguém sobre a gravidez. Questionada sobre o motivo do crime, a camareira disse que não queria a criança e que não sabia o que fazer.

No final de fevereiro, um menino de 9 anos de idade foi abandonado pelos pais em uma escola pública de Rio Preto. Funcionários da escola e o conselho tutelar procuraram a mãe, que disse que não queria mais o filho. A criança está na casa de uma mãe social e deve ficar la até uma decisão da justiça.

O caso mais recente foi registrado no dia 7 deste mês. Uma bebe de 1 ano e 4 meses chegou já sem vida a UPA do bairro Vila Toninho em Rio Preto. O laudo do IML apontou que Emanuella Maria de Souza teve morte violenta e politraumatismo, além de suspeita de abuso sexual. Depois de ser presa por negligência, a mãe da bebê assumiu a autoria das agressões.

Pra delegada da mulher de Rio Preto, Dálice Aparecida Ceron, as crianças tem o direito de viver em um lar onde exista amor e que falta ainda muita estrutura emocional em muitas famílias.

O programa vai atender seis cidades da comarca do Fórum de Rio Preto, entre elas, Bady Bassitt, Guapiaçu, Cedral e Uchôa que são as cidades da Gazeta. Assim que uma gestante que manifeste a intenção de não ficar com o bebê for identificada ela passa a receber o apoio e pode amadurecer a ideia da entrega voluntária, ou seja a adoção.

(Foto: Carla Squizatto/Gazeta do Interior)

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