Jovens dizem que estão sendo acusados injustamente por estupro de criança em Potirendaba (SP)

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Sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Pelo menos cinco jovens com idades entre 20 e 23 anos procuraram a Gazeta do Interior para falar que estão sendo acusados injustamente pelo crime de estupro de um menino de 10 anos em Potirendaba (SP). O caso foi mostrado pela nossa reportagem na última quarta-feira (23/09).

Os rapazes com emprego fixo, registrados e todos moradores da cidade, afirmam que estão sendo acusados sem provas de um crime que no qual não cometeram. Acompanhados de seus pais e até de advogados, os rapazes pediram ajuda ao jornal. Para segurança deles, nossa reportagem decidiu não revelar suas identidades.

Fotos estão circulando em diversos grupos de WhtsApp com informações inverídicas e acusando o grupo de ter cometido o estupro coletivo. Para a Gazeta, todos apresentaram provas de que estavam trabalhando durante o dia, período em que a vítima supostamente afirma que teria ocorrido as práticas de estupro.

“É uma acusação muito séria. Nós não estamos mais saindo na rua de medo, pois estamos recebendo ameaças, as pessoas nos olhando torto, mas nós não cometemos crime algum, todos nós trabalhamos o dia inteiro, só chega em casa à noite”, afirma um dos jovens, de 23 anos.

“Eu trabalho em um restaurante em São José do Rio Preto, só chego em casa 19h. Como eu teria cometido um crime desse se eu nunca nem tive contato com essa criança”, questiona outro rapaz de 22 anos.

Questionados de como surgiram tais acusações, os jovens afirmam que isso foi um susto muito grande quando viram suas fotos circulando pelas redes sociais e não sabem o motivo pelo qual levou o fato. Todos abominaram o crime praticado contra o garoto e também clamam por justiça

“Nós já procuramos a delegacia para saber se existe alguma acusação formal no Inquérito, mas fomos informados de que não tem nada contra nós. Só pedimos que as pessoas parem de nos acusar e que os verdadeiros responsáveis por esta atrocidade paguem pelo que fizeram”, relata um terceiro jovem, de 21 anos.

Segundo o artigo 138 do Código Penal, acusar alguém de um crime que não cometeu impetra ao crime de calúnia. A pena envolve multa e até prisão, de 6 meses a dois anos.

Divulgar notícia que sabe ser falsa (fake news) e que possa distorcer, alterar ou corromper a verdade prevê pena de detenção, de seis meses a dois anos, e multa.

O delegado que investiga o caso, Adriano Ribeiro Nasser, afirma que ainda não há acusação formal de qualquer pessoa sobre este crime. “Estamos ouvindo a mãe e levantando informações para identificar os possíveis autores”, explicou.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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