Já conferiu a lista de materiais do seu filho? Escolas pedem até papel higiênico

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As aulas já estão chegando e o movimento nas papelarias de toda a região não para de aumentar. Porém é preciso ficar atento aos itens exigidos na lista de materiais.

Nossa reportagem teve acesso à todas as listas das escolas municipais e particulares de Potirendaba. Nas particulares as exigências vão de papel higiênico, até toalhas para limpar a mesa. Nas municipais não exigem materiais de higiene, porém exigem pacote sulfite com 500 folhas, o que segundo o Código de Defesa do Consumidor não é permitido pedido de materiais em grandes quantidades por aluno.

Segundo o código, não pode ser incluso na lista, materiais de uso comum (produtos de higiene, limpeza, atividade de laboratório, etc), bem como os utilizados na área administrativa. A prática, além de abusiva, nos termos do artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor, é proibida, como dispõe o parágrafo 7º do artigo 1º da Lei 9.870/99.

Trecho do documento diz que no caso das entidades particulares, o contrato pode ser cancelado pelos pais caso a unidade escola escolar descumpra a norma. “Será nula cláusula contratual que obrigue o contratante ao pagamento adicional ou ao fornecimento de qualquer material escolar de uso coletivo dos estudantes ou da instituição, necessário à prestação dos serviços educacionais contratados, devendo os custos correspondentes ser sempre considerados nos cálculos do valor das anuidades ou das semestralidades escolares”.

Movimento nas papelarias aumenta 40%

A procura pelos materiais escolares dos filhos já está 40% maior do que em relação ao ano passado.

Para a proprietária de uma papelaria que fica no centro de Potirendaba o motivo do aumento nas vendas pode estar relacionado ao período em que as aulas voltam. Nas escolas particulares, as aulas já retomam na próxima segunda-feira (26) e nas municipais, os alunos retornam no dia 2 de fevereiro.

“Já estamos vendendo mais do que no ano passado devido à antecipação das aulas. Muitos pais vieram com listas de anos anteriores e estão mais preparados do que nos outros anos”, diz a comerciante Marisa Lucas Belotti.

Mas deixar pra última hora faz com que não sobre tempo para pesquisar e o preço dos materiais no fim das contas acaba saindo mais caro. Para o especialista em direito e defesa do consumidor, Jorge Aparecido Arroyo, é preciso ficar atendo nos preços das marcas dos materiais.

“Muitas vezes os fornecedores repassam materiais de marcas mais conhecidas, com um valor bem acima do praticado no mercado para as papelarias. Automaticamente as papelarias tem que repassar esses preços ao consumidor final, o que sempre acaba saindo mais caro. Então é preciso os pais ficarem atentos à essas marcas”, diz o economista.

Quem não se deixou levar pela onda das marcas foi a mãe, Cristina Scarpelli. “Eu compro apenas os lápis de marca por causa da qualidade. O restante como cadernos e outros materiais vou sempre pelo preço”, afirma.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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