INMET emite alerta de “grau de perigo” para umidade relativa do ar aqui na região

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Terça-feira, 01 de setembro de 2020

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), emitiu um aviso de severidade meteorológica, “grau de perigo”, para a umidade relativa do ar na tarde desta última segunda-feira (31/08/2020). Aqui na região de São José do Rio Preto (SP) o clima está mais seco que o deserto do Saara.

Segundo o Instituto, ontem, dia 31/08, das 10h30 às 21h, a umidade relativa do ar mínima ficou entre 12 e 20% no Mato Grosso do Sul e Norte do Estado de São Paulo, abrangendo Rio Preto e outras cidades. Para se ter uma ideia, a umidade do deserto do Saara, na África, é de 15%.

Às 13h a estação meteorológica da Aeronáutica, no Aeroporto de Rio Preto, registrava 33ºC e 15% da umidade relativa do ar, sendo que o valor ideal é de 60%, conforme o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

“O número médio de focos de incêndio detectados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), dobrou passando de 10 para 20 por dia. As concentrações médias diárias de material particulado grosso e fino suspensos no ar, segundo a estação da Cetesb de Rio Preto, permanecem 2,5 vezes mais elevadas que os valores Guias recomendados pela OMS”, diz trecho do aviso.

Com a temperatura máxima de 37ºC e a ausência de nuvens, as concentrações médias de 8 horas de ozônio estão no limite recomendado pela OMS (100 microgramas por metro cúbico de ar em 8 horas), conforme os dados de 31/08/2020 da estação da Cetesb de Catanduva, às 11h00.

O ozônio é um gás incolor, um forte oxidante que irrita os olhos, a boca, a garganta e o nariz. Além dessas irritações, o ozônio pode causar estresse nas pessoas.

O ozônio é gerado na atmosfera a partir de reações químicas complexas entre os Compostos Orgânicos Voláteis (vapores de gasolina, diesel, querosene e outros) e os óxidos de nitrogênio emitidos pela queima de combustíveis e as queimadas.

Em virtude do inverno estar mais quem (+0,6ºC comprativamente a 2019), entre 11 e 18 horas, as concentrações de ozônio (média de 8 horas) podem atingir o nível do recomendado pela OMS.

Tempo muito seco, altas temperaturas e concentrações elevadas de poluentes atmosféricos agravam as condições de saúde das pessoas, justamente quando enfrentamos uma pandemia. A recomendação as autoridades é para que as pessoas façam reidratação intensiva, evite esforços físicos pesados ao ar livre e não realize a queima de qualquer tipo de resíduo.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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