Ibirá já soma 99 casos positivos de dengue, outros 324 suspeitos e já está em epidemia

Posted by at 16:48 Comments Print

Depois de tanto negar os dados, a Gazeta do Interior conseguiu descobrir o número de casos de dengue de Ibirá. Até agora a cidade já soma 99 casos confirmados e outros 324 suspeitos. De acordo com os parâmetros do Ministério da Saúde, o município já está em epidemia da doença.

Na última segunda, dia 2, a Gazeta mostrou que o prefeito, Nivaldo Domigos Negrão, também está com dengue e nem ele quis passar o número de pessoas infectadas na cidade. Falamos com a coordenadora de saúde e com a assessoria de imprensa, mas todos negaram a informação.

O número foi divulgado na noite desta última terça-feira (3) em uma reunião com vereadores e membros da secretaria de saúde. Passado por uma fonte do jornal que estava na reunião, o número já preocupa os moradores.

Na última entrevista ao jornal, a coordenadora de saúde de Ibirá, Silene Cristina Cioca, disse que a quantia de casos não poderia ser divulgada, mas o que ela poderia afirmar é de que a cidade estava apenas em estado de emergência e não em epidemia. Porém, para o Ministério da Saúde, basta o registro de um caso de dengue para cada 333 pessoas. Portanto no cálculo Ibirá já tem três casos para cada 333 moradores.

Silene disse ainda que a cidade está mobilizada no combate ao mosquito com médicos atendendo na Santa Casa aos fins de semana. Há também equipes de apoio nas ruas, além de limpeza de terrenos com máquinas e funcionários nos arrastões. Para esta quinta-feira ainda está programada campanha de recolha de criadouros com alunos das escolas municipais.

O que muita gente não sabe: Reprodução e contaminação do mosquito

O acasalamento do Aedes Aegypti se dá dentro ou ao redor das habitações, geralmente no início da vida adulta, nos primeiros dias depois que o mosquito emerge da água do criadouro. A desova acontece em criadouros com água limpa e parada, onde os ovos depositados são aderidos às paredes do recipiente, bem próximo à superfície da água, porém não diretamente sobre o líquido. Daí a importância de lavar, com escova ou palha de aço, as paredes dos recipientes que não podem ser eliminados, onde o ovo pode permanecer grudado.

Uma fêmea pode dar origem a 1.500 mosquitos durante a sua vida. Os ovos são distribuídos por diversos criadouros – estratégia que garante a dispersão e preservação da espécie. Se a fêmea estiver infectada pelo vírus da dengue quando realizar a postura de ovos, há a possibilidade de as larvas já nascerem com o vírus – a chamada transmissão vertical.

O ovo, que é escuro e mede aproximadamente 1 mm de comprimento, é depositado pela fêmea do Aedes. Em condições favoráveis de umidade e temperatura, o desenvolvimento do embrião é concluído em 48 horas. Um ovo pode resistir até um ano sem eclodir.

Do ovo à forma adulta, o ciclo de vida do mosquito varia de acordo com condições climáticas, a disponibilidade de alimentos e a quantidade de larvas existentes no mesmo criadouro, uma vez que a competição de larvas por alimento em um mesmo criadouro com pouca água consiste em um obstáculo ao amadurecimento do inseto para a fase adulta. Nas condições típicas da região de São José do Rio Preto, esse processo geralmente leva um período de oito a doze dias.

Somente a fêmea pica o homem para sugar sangue, alimento necessário à produção de ovos. Geralmente, a hematofagia é mais voraz a partir do segundo ou terceiro dia depois que a fêmea emerge da água do criadouro. Machos se alimentam de substâncias açucaradas, como néctar e seiva.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

Cidades Destaques Últimas Notícias , ,

Related Posts