IBGE ΓÇÿreprovaΓÇÖ transporte público de Bady Bassitt, Potirendaba e Tabapuã

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O Instituto Brasileiro de Geografias e Estatísticas (IBGE), através de estudo realizado, ΓÇÿreprovouΓÇÖ o transporte público de três cidades de circulação da Gazeta do Interior. Bady Bassitt, Potirendaba e Tabapuã são os três municípios que carecem de planejamento e participação da sociedade, na região.

Os dados constam da pesquisa Perfil dos Municípios Brasileiros 2012, divulgada no início do mês passado, pelo IBGE. Na nossa região, apenas Catanduva (SP) conta com um conselho municipal para deliberar sobre o transporte público. No Brasil, apenas 6,4% das 5.565 cidades têm Conselho Municipal de Transporte. A proporção de municípios com Plano Municipal de Transporte é ainda menor, de 3,8%.

Na pesquisa o IBGE diz: “Para que se tenha uma ação planejada, a elaboração de um plano é um instrumento que deve ser estruturado e utilizado na definição das políticas setoriais para transporte coletivo, trânsito e vias públicas”, finaliza.

Em Bady Bassitt as reclamações do transporte são inúmeras. Atraso nos horários, precariedade nos ônibus e superlotação são alguns dos problemas enfrentados pela população da cidade. A empresa que realiza o serviço no município disponibiliza 43 horários diariamente com uma tarifa de R$ 2,90. O percurso chega a durar até uma hora, no trecho de pouco mais de 10 quilômetros.

Na cidade de Potirendaba a situação também se repete. A empresa disponibiliza 21 horários para a população viajar, diariamente, para São José do Rio Preto. O valor da passagem custa R$ 4,10 e o percurso de 30 quilômetros dura, aproximadamente, uma hora.

O diferencial da cidade é o transporte coletivo gratuito para a população viajar dentro da cidade. Segundo a prefeitura do município, os gastos com o ônibus é de, aproximadamente, R$ 8,3 mil mensais, entre funcionários e combustível.

O circular percorre 6 quilômetros, parando em diversos pontos da cidade. Só que com tantos benefícios, como vivemos em um país chamado Brasil, ainda não está perfeito e a população reclama: “Eu acho uma droga. Uma hora passa, outra hora não passa. Tem dia que venho aqui (rodoviária), fico esperando e depois tenho que seguir à pé”, diz a doméstica, Percídia Aparecida Parro.

A pedagoga, Patrícia Fernandes, afirma que no período de férias, a prefeitura tira o ônibus de circulação de alguns horários por conta da queda do número de passageiros.

Em Tabapuã, como mostramos na edição do mês de junho da Gazeta, a situação também é frustrante para os usuários. Muitos moradores que viajam até Catanduva, ficam na incerteza se voltará ou não para casa.

Além da falta de anúncios ou avisos sobre a ausência do ônibus, nossa equipe constatou que em alguns horários os veículos vão lotados tendo até pessoas de idade viajando em pé por falta de lugar. A tarifa é R$ 2,80 para percorrer 27 km em pé e de qualquer jeito. Revoltados, mais de 200 usuários se reuniram, fizeram um abaixo assinado cobrando providências e entregaram à prefeitura de Tabapuã.

Para os especialistas, a falta de um plano explica parte das deficiências do setor. “Se não tem um plano de estudo, a gestão acaba ficando na mão das empresas, já que existe muita politicagem, muita coisa errada no setor”, diz Coca Ferraz, engenheiro especialista em transportes da USP.

(Produção e Reportagem: Luiz Aranha/Matéria publicada na edição impressa da Gazeta do Interior no mês de julho)

(Fotos: Luiz Aranha/Editoria de Artes Gazeta do Interior)

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