Há exatos 45 dias sem chuvas período de estiagem já preocupa produtores rurais da região

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Iniciado no último dia 21/06/2018, o período de inverno marca também o longo período de estiagem em todo o noroeste paulista. Em Potirendaba, há exatos 45 dias, não cai uma gota de chuva se quer e isso já tem preocupado produtores rurais da região.

Um levantamento feito pela Gazeta aponta que há nove anos, abril não registrava índices tão preocupantes de chuva. Para se ter uma ideia, abril deste ano choveu 145,6 milímetros a menos que o mesmo período do ano passado, em Potirendaba.

Abril de 2017 registrou 164,7 milímetros e abril deste ano 19,1. De janeiro até agora choveu 626,8 milímetros e no mesmo período do ano passado foram 654,3 milímetros, uma diferença de 27,5 milímetros a menos.

O último dia que choveu na cidade foi dia 20 de maio, registrando 13,3 milímetros e no ano passado foi no dia 21 de maio, registrando 32,2 milímetros.

O que salvou 2018 foi o mês de janeiro chuvoso, onde Potirendaba registrou 363 milímetros e o mesmo mês do ano passado 181,6 milímetros. Outro mês chuvoso deste ano foi março, com 113,5 milímetros.

Segundo o Instituto de Meteorologia da Unesp, o outono deste ano foi o mais seco da última década. Muitos cursos de água recuaram de forma preocupante e os reflexos da estiagem já são bem visíveis.

No propriedade de João Antônio Alves o único poço usado para o consumo da família e para a lavoura está secando. O agricultor conta que usa água para irrigar a pequena plantação de milho, mas que por falta d’água, as espigas não se desenvolveram e, assim, vai faltar comida para as criações, como porcos e galinhas.

Segundo o auxiliar de apoio agropecuário da Casa da Agricultura de Potirendaba, Odécio Gonçalves, a cidade precisa de chuva devido a grande área de pastagem que alimenta o rebanho agropecuário do município, além das lavouras de laranja, café e seringueira. “Estamos vivendo um ano complicado com menos chuvas. Temos previsões de chuvas para as próximas semanas, porém não são chuvas que solucionarão o problema. Se for igual ao ano passado, só teremos chuva de verdade o começo de outubro”, destaca.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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