Há cinco anos aposentado sofre com esgoto doméstico dentro de propriedade rural em Potirendaba

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Na foto, Pasqualino mostra a altura que esgoto jorra quando entope e cai dentro de sua propriedade

Pense que você mora em uma chácara, bem próximo de uma cidade. Lá você sonhava em ter paz, tranquilidade, beber água fresca da mina, mas de repente esse sonho vira um pesadelo e você passa a conviver com uma rede de esgoto cruzando no meio dessa linda chácara que você tanto lutou para passar a velhice em paz. O pior é que essa rede entope, escorre no meio da propriedade e a água da mina está imprópria para consumo há mais de cinco anos.

Infelizmente essa não é uma história e sim a vida real. É a vida real do senhor Pasqualino Falchi, de 75 anos e da esposa dele. Eles compraram uma propriedade rural de 78 mil m² na saída para o bairro Cana do Reino, em Potirendaba, há cerca de 20 anos para viverem a velhice tranquila e sem nenhum incômodo.
A chácara Planalto é a última chácara antes do rio. “Quando a gente comprou a propriedade, a gente não sabia que um esgoto passava aqui dentro e muito menos que ele entupia. Do nada isso aqui começou vazar e contaminar a chácara inteira”, fala.

Pasqualino conta que há cinco anos cavou uma valeta de mais de 100 metros para trazer água da mina para usar em casa, mas o projeto foi frustrado, pois sentiu cheiro de esgoto na água e foi obrigado a parar de consumi-la. “Um dia fui pegar água e senti aquele cheiro forte. Paguei para fazer análise e apontou que a água estava contaminada”, diz.

Na outra tentativa ele perfurou um poço e também começou a usar a água, porém encontrou o mesmo problema. Fez ainda uma represa e soltou vários peixes, porém com o passar dos dias, todos foram morrendo com a contaminação. “Fizemos laudos na época no sistema de água daqui de Potirendaba e eles disseram que forneceriam água para nós gratuitamente, mas de uns anos para cá começaram a cobrar”, explica.

Por causa da contaminação, hoje o casal paga uma média de R$ 17 por mês da conta de água que é só para consumo próprio como banho, bebida e alimentação. A água da mina ele usa para irrigar o pasto para manter as poucas cabeças de gado que ele cria. O poço ele foi obrigado a abandoná-lo.

O casal fala que quando o esgoto entope e começa a vazar no meio do canavial, o forte cheiro da para ser sentido a mais de 100 metros de casa. Sem saber o que fazer e onde mais recorrer, eles entraram com ação na justiça junto ao processo da água para o pedido de retirada da rede de esgoto de dentro de sua propriedade. “Preciso construir uma casa para minha filha, mas como que terei a segurança de construir em cima do esgoto?”, questiona Pasqualino.

Em nota, a coordenadoria do Saneamento de Água e Esgoto de Potirendaba (SAEP) informou que quando entope o esgoto é desentupido no mesmo instante. Questionado sobre a possível remoção da tubulação de esgoto de dentro da propriedade do aposentado a prefeitura informou que conquistou a obra de emissário de esgoto pelo convênio do Programa Água Limpa no valor de R$ 2.973.658,30 e que em breve será licitado para poder começar a construção.

(Matéria publicada na edição impressa da Gazeta do Interior do mês de junho)

(Fotos: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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