Guerra entre postos faz preços de gasolina e etanol despencarem na região

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Uma verdadeira guerra entre postos de combustíveis fez os preços do etanol e da gasolina despencarem na nossa região. Bom para o consumidor final, mas donos de postos de Potirendaba afirmam que isso tem sido um problema por causa da vizinha São José do Rio Preto.

A menos de 30 quilômetros de distância, moradores de Potirendaba estão abastecendo na cidade ao lado para economizar. A explicação é que a inauguração de novos postos em Rio Preto tem colocado o preço lá em baixo e isso gerou uma verdadeira briga entre os postos para segurar os clientes.

Em postos de Potirendaba o litro do etanol pode ser encontrado hoje a R$ 2,09 e da gasolina por R$ 3,35. Já em Rio Preto R$ 1,97 o etanol e R$ 3,19 a gasolina.

Algumas distribuidoras ouvidas pela Gazeta do Interior afirmam que por causa da crise, um grande estoque ficou acumulado e a solução encontrada foi diminuir o preço para os postos. Mas os donos de postos de Potirendaba e a Agência Nacional do Petróleo (ANP), não dizem o mesmo.

Segundo Willerson Colombo, dono de um desses comércios na cidade, o preço repassado pelas distribuidoras tem sido o mesmo e não houve queda. “Eu pago da Ipiranga R$ 1,9376 do litro do etanol e vendo a R$ 2,099, então o que tem acontecido é uma guerra de preços entre os postos. Um posto colocando mais barato que outro para poder segurar o cliente e manter as vendas”, explica.

Já de acordo com a ANP, o preço pago pelos postos de Rio Preto no litro do etanol hoje é de R$ 1,964, em média, e da gasolina R$ 3,155, em média. “Infelizmente quem está sofrendo com isso somos nós comerciantes, porque pagamos caro, temos despesas astronômicas dentro do posto e a margem de lucro diminuindo cada vez mais”, comenta Colombo.

Jesus Azevedo também é dono de posto na cidade e compartilha da mesma opinião. Para ele é importante que o cliente também fique de olho na qualidade do combustível. “As vezes o combustível mais barato é duvidoso. O preço que a gente pagava antes estamos pagando agora. A solução encontrada aqui foi fazer promoções e diminuir a margem de lucro para manter o cliente”, comenta.

E o que está ruim pode piorar. A média recomendada pela ANP é de um posto de combustível para cada 4,8 mil moradores. Teoricamente, Potirendaba que tem 16 mil habitantes, necessitaria de apenas três postos para atender toda a população. Porém, a cidade que já tem sete comércios vai ganhar mais um em breve, ficando assim com um posto para cada 2 mil habitantes.

(Foto: Agência Gazeta do Interior)

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