Gislaine pede que população de Potirendaba não deixe hospital ‘morrer’

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Durante entrega de reforma da Sala de Urgência e Emergência do Hospital de Potirendaba nesta quinta-feira (14), a prefeita da cidade, Gislaine Montanari, implorou para que a população e os próximos prefeitos não deixem que a entidade feche as portas.

Atualmente com uma dívida estimada em R$ 700 mil, o hospital que é filantrópico, sobrevive de doações de entidades, empresas e principalmente de repasses do município. A dívida é fruto de um financiamento com o banco para pagar fornecedores e salários de funcionários da instituição.

Palco de uma gigantesca batalha política, o Hospital da cidade já fechou as portas duas vezes durante mandatos de outros prefeitos. Em seu discurso, Gislaine disse que quando um novo prefeito assume, por vingança política, eles cortam os repasses de verbas.

“Isso aqui não é meu, não é do Zé Luiz, mas sim de toda a comunidade e não pode morrer. Não podemos deixar que uma instituição que faz tanto bem para nossa cidade feche as portas mais uma vez. Eu tive meus três filhos dentro desse hospital, meu pai fez tratamento aqui e sei da importância dele. Eu termino meu mandato daqui oito meses, mas o próximo prefeito que assumir pode simplesmente falar que não vai mais repassar recursos e isso aqui vir parar de atender a população”, disse.

Questionada pela Gazeta sobre uma solução para o problema, Gislaine disse que também não sabe, mas vai abrir as portas da prefeitura para que todos os moradores vejam as contas da entidade e juntos possam buscar uma solução. Interrogada pelo jornal sobre a municipalização da instituição, ela disse que também pensou na hipótese e vai estudar legalmente a possibilidade.

“Muita gente aí fora critica o hospital, fala que falta isso falta aquilo, mas convido que quem critica venha fazer parte da diretoria, passar noites sem dormir, enfrentar os problemas que essas equipes enfrentam. Desde uma seringa, um soro que o filho precisa, um plantão de um médico, tudo isso tem custo e muito grande. A prefeitura vem assumindo boa parte das despesas da instituição, mas diante do cenário de crise que nosso país enfrenta não está mais sendo fácil e por isso peço que todos abracem a causa do Hospital de Potirendaba”, pediu.

Atualmente com 52 funcionários, o hospital tem uma despesa estimada em cerca de R$ 300 mil entre fornecedores e folha de pagamento. O presidente da entidade, Orlando Quessada, diz também não saber de uma fórmula para não deixar a entidade fechar as portas. “Temos várias despesas fixas mensalmente e isso causa um impacto direto nos cofres da instituição. Infelizmente vamos ter que estudar uma solução juntos”, afirmou.

INAUGURAÇÃO DE NOVAS ALAS:

A inauguração das salas aconteceu com a presença de alguns vereadores e do corpo clínico do Hospital. A obra que instalou novas macas, cadeiras e mobiliário foi possível graças a venda de um terreno no valor de R$ 75 mil que foram doados à entidade através do Serviço de Assistência Social de Potirendaba (SASP).

A reforma e adequação foram feitas no consultório médico da emergência, na sala de Emergência e em duas salas de observação.

(Fotos: Gazeta do Interior)

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