GENGIVITE: Doença pouca conhecida, mas que pode transmitir até HIV

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Luiz Aranha
luiz@gazetainterior.com.br

Muitas pessoas têm gengivite. Por não saber identificar seus sintomas, acabam por não tratá-la. Quando não sanada, essa inflamação na gengiva, de fácil tratamento, se detectada no seu estágio inicial, pode acarretar uma precoce perda dentária, um incômodo que certamente ninguém quer experimentar tão cedo, além de poder transmitir doenças como o HIV.
A gengivite é causada pela placa bacteriana – formada por bactérias e restos alimentares não removidos pela higienização bucal – que se acumula na superfície do dente, próxima à gengiva. Esse biofilme bacteriano, também chamado de tártaro, é uma película incolor, por isso dificilmente identificada, que infecciona a gengiva e a região ao redor dos dentes, segundo o ortodontista, José Manoel Filho.
A cor habitual da gengiva é rosa pálido, mas, de acordo com o ortodontista, a gengivite a torna avermelhada, inchada, excessivamente lisa e brilhante, além de provocar sangramentos, sejam espontâneos, durante a alimentação ou na escovação e uso de fio dental.
“As bactérias liberam substâncias que vão ser agentes agressores, e quando o organismo percebe a agressão, ele se defende, causando uma inflamação, caracterizada por dor, rubor, tumor e calor”, afirma Filho. “A gengivite, como qualquer inflamação bucal, ainda causa mau-hálito”, completa.
Existem algumas variações, sendo, a inflamatória, a mais comum, que é causada exclusivamente pela falta de higienização do paciente, mas a gengivite também se associa a alterações hormonais. Assim, para José Manoel, é comum observar a inflamação em adolescentes, que atravessam um período de intensa produção hormonal, a puberdade, e em mulheres no período menstrual, que geralmente apresentam hiperplasia gengival – o aumento e inchaço da gengiva.
O ortodontista classifica as grávidas como um grupo de risco – nelas, a inflamação é denominada gengivite gravítica – e acrescentou que o quadro das gestantes pode até mesmo evoluir para um tumor gengival. Há maior incidência de gengivite também naquelas pessoas que, por alguma incapacidade motora, pela má posição dentária ou mesmo pelo uso de aparelho ortodôntico, têm dificuldades na higienização.
Outro tipo de gengivite está relacionado às doenças sistêmicas, como diabetes e leucemia: em virtude da dificuldade de cicatrização e à baixa imunidade, a gengivite é mais agressiva nos portadores dessas doenças. Fumantes também são mais propensos a ter gengivite severa, pois por estarem sempre com a boca ressecada, eles produzem menos saliva e, conseq├╝entemente, têm menor produção de anticorpos.
Para prevenir a gengivite e combatê-la em seu estágio inicial, o dentista recomenda uma boa higiene bucal, com perfeita escovação e uso regular do fio dental – ainda que ocorra sangramento gengival:
“Mesmo que sangre, é preciso escovar os dentes para remover o agente causador da doença e recuperar a saúde bucal; se o paciente evitar a escovação, a tendência do quadro é piorar. Como a placa é incolor, o paciente não a vê e acaba acreditando que tem uma boca saudável”, aconselha.
O especialista ainda alerta quanto às transmissões de outras doenças como as DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis), pois ocorre sangramento e em contato com um doente, pode haver contaminação.

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