Gaeco investiga grupo que se mobiliza para transmissão de HIV em S. J. do Rio Preto (SP)

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Quinta-feira, 08 de abril de 2021

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), investiga a mobilização de um grupo de pessoas que transmitia intencionalmente o vírus HIV. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta quinta-feira (08/04/2021), em São José do Rio Preto (SP).

De acordo com a Promotoria de Justiça, no dia 28 de junho de 2020, uma denúncia enviada ao GAECO afirmava que pessoas se reuniam em um grupo de WhatsApp com o intuito de transmitir a terceiros, dolosamente, o vírus HIV – através de relações sexuais. O próprio denunciante afirma que teria recebido, de uma amiga, prints do referido grupo denominado “Clube do Carimbo”.

Também chama a atenção a imagem representativa do tal “Clube”. Nela, são observados preservativos sendo perfurados com agulhas e outros instrumentos.

“Carimbar” é a expressão utilizada pelos integrantes do grupo para designar a transmissão dolosa do vírus HIV às vítimas, seja por meio da omissão dolosa, por parte dos contaminados, da condição de portadores do HIV, seja, ainda, pela danificação intencional de preservativos utilizados durante as relações sexuais.

Ainda segundo o relatório da Promotoria, nos prints é possível observar que o grupo continha, pelo menos, 126 membros de vários Estados do país, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco.

Nesta quinta-feira (08/04), com o apoio do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por intermédio do Gaeco, a Operação Antivírus foi deflagrada com o objetivo de encerrar o grupo. Nesta primeira fase da operação, segundo a Promotoria, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão na capital do Estado, Grande São Paulo, Bauru, Ribeirão Preto, Vale do Paraíba e São José do Rio Preto. No município, dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos.

As buscas, de acordo com o Gaeco, irão identificar outros integrantes da associação criminosa. Posteriormente os suspeitos serão interrogados e os objetos apreendidos submetidos à extração e análise forense.

Expor alguém, por meio de relações sexuais ou qualquer ato libidinoso, a contágio de moléstia venérea, intencionalmente prevê pena de reclusão, de um a quatro anos, além de multa.

(Fotos: Reprodução)

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