Flexibilização do comércio não tem relação com aumento de casos de COVID-19 em duas cidades

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Sexta-feira, 03 de julho de 2020

Um comparativo dos números de casos de COVID-19 entre duas cidades de circulação da Gazeta do Interior aponta que a flexibilização dos comércios não tem relação com o aumento no número de infectados. Vale lembrar que o levantamento é apenas uma comparação e a recomendação das autoridades de saúde ainda é o isolamento social.

Nossa reportagem fez uma comparação entre Potirendaba que flexibilizou a abertura de seus comércios e Tabapuã onde somente comércios essenciais estão em funcionamento. A diferença no número casos entre uma cidade e outra chega a 68%, segundo dados levantados pela Gazeta junto às Coordenadorias e Secretárias de Saúde destes municípios.

Potirendaba flexibilizou a abertura de seus comércios no dia 8 de abril, quando o município ainda não tinha nenhum caso positivo de coronavírus. Antes disso a cidade, assim como outras da região, passou 17 dias com todos os seus comércios fechados, funcionando apenas serviços essenciais.

O primeiro caso de COVID-19 foi confirmado em Potirendaba, 34 dias após a flexibilização, ocorrendo no dia 12 de maio. Mesmo com números em ascendência, o município terminou maio com apenas nove casos positivos da doença.

Enquanto isso, em Tabapuã, a primeira confirmação aconteceu no dia 5 de maio. Ainda com seus comércios abertos, o município registrou apenas oito casos de COVID-19.

No dia 29 de maio a prefeita da cidade, Maria Felicidade Campos Arroyo, decretou o fechamento total dos comércios, deixando apenas os serviços essenciais funcionando. Depois disso o município enfrentou um verdadeiro surto do novo coronavírus.

Em Tabapuã, somente no mês de junho, foram 138 casos positivos e oito mortes. Em Potirendaba foram 63 confirmações e duas mortes.

No acumulado dos meses, Tabapuã está com 149 casos e nove óbitos, enquanto Potirendaba com 89 casos e três mortes. A diferença de uma cidade para outra é de 68% – vale lembrar que Tabapuã tem 5.346 Habitantes a menos que Potirendaba, segundo o último Censo do IBGE.

Em entrevista à Gazeta no dia 19/06, a secretária de saúde de Tabapuã, Karyna Camilo, explicou que o aumento significativo no número de casos é devido ao alto número de testagens que está sendo realizado no município.

“Nós estamos testando muita gente, por esse motivo estamos com tantos casos positivos. Nós tivemos algumas pessoas que trabalhavam em comércios que acabaram espalhando esse vírus, porém nós temos problema com pessoas que estão de quarentena e não ficam em casa e acabam espalhando a COVID-19”, explica.

Sabendo disso, a prefeitura decidiu montar barreiras sanitárias e colocou a Guarda Civil Municipal e a Polícia Militar para fiscalizar festas que estavam sendo realizadas em chácaras e residências. Medidas que surtiram efeito, se analisarmos os números.

Estas ações drásticas foram adotadas no dia 19/06, quando município contabilizava 114 casos de COVID-19 – uma média de 5,5 novos casos por dia. De lá para cá as confirmações diárias foram diminuindo e nestes 12 dias foram 35 casos positivos – uma média de 2,9 novos casos por dia.

Vale lembrar que o levantamento da Gazeta é apenas um comparativo entre estes dois municípios que continuam tendo casos positivos de COVID-19. Todos os moradores devem seguir as recomendações das autoridades de saúde, onde a pessoa só devem sair de casa em extrema necessidade.

Nunca é demais lembrar que é obrigatório o uso de máscaras, sempre lavar bem as mãos, e, se caso sinta qualquer sintoma do novo coronavírus, deve procurar imediatamente uma unidade de saúde, onde jamais deve ter contato com outras pessoas.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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