Financiamento, consórcio ou leilão? Saiba quando escolher cada modalidade

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A grave crise financeira do país vem afetando empresas, causando demissões em massa de funcionários e obrigando algumas até a fechar as portas. O momento difícil tem atingido ainda um ramo importante da economia: o setor imobiliário.

Nas principais capitais, o problema pode ser detectado facilmente. Rio de Janeiro, por exemplo, tem registrado quedas nas vendas. Números do Índice FipeZap mostram que, em 2016, mesmo com a cidade tendo realizado os Jogos Olímpicos, houve variação negativa nos preços de 2,01%. As vendas também foram desanimadoras, com recuo de 1,97% nos últimos 12 meses, sendo uma perda de 0,35% entre fevereiro e março.

Em São Paulo, há uma sinalização de melhora. No período de um ano, o índice registrou alta de 0,65%. Embora tenha ocorrido um leve crescimento, a recuperação ainda é bem lenta e instável.

Crise pode aproximar o consumidor do sonho da casa própria

Para quem pretende adquirir um imóvel, no entanto, essa pode ser uma bela oportunidade. Em tempos de “vacas magras” no ramo imobiliário, é possível barganhar e conseguir preços bem mais baixos do que em períodos de altas vendas. Diversas opções, entre elas, os leilões (há a possibilidade de comprar imóveis em leilões online, inclusive), financiamentos e consórcios podem abrir o caminho para a realização desse sonho.

É importante, porém, saber qual tipo de cliente você é e, para isso, selecionamos alguns perfis e a melhor modalidade de compra para cada um deles. Confira:

Tem dinheiro guardado e quer investir em imóveis

O leilão é uma ótima opção para quem tem dinheiro, mas não o suficiente para comprar um usado ou lançamento. Tanto o leilão online quanto o presencial podem garantir valores bem abaixo do mercado.

Por quê?

  • O leilão oferece descontos de mais de 50% do valor do imóvel.

Dicas:

  • Os riscos são altos: o imóvel pode ter dívidas de IPTU e condomínio;
  • O comprador também pode ter que arcar com custo de reintegração de posse, se o ex-morador ainda estiver no imóvel arrematado;
  • No leilão online, há ainda a opção de aquisição de imóvel de forma extrajudicial, onde não há problemas burocráticos com antigos moradores, mas é um processo bem mais lento.

Tem pelo menos 50% do valor do imóvel (incluindo recursos do FGTS)

O mais indicado é o financiamento imobiliário.

Por quê?

  • O cliente tem poder de barganha porque o proprietário recebe dinheiro à vista do banco.

Dicas:

  • Pesquise os juros em todos os bancos antes de contratar o financiamento;
  • Use o FGTS: ele ajuda a diminuir o valor das prestações e a antecipar o pagamento total do imóvel.

Não tem dinheiro, mas tem tempo e é organizado (a)

A dica, nesse caso, é guardar dinheiro. Invista em produtos de renda fixa, como CDBs e títulos públicos.

Por quê?

  • Os juros altos ajudam a formar a reserva para dar a entrada no imóvel.

Dicas:

  • Evite a poupança: a caderneta está perdendo para a inflação, que reajusta o preço da maioria dos imóveis;
  • Com o dinheiro em mãos, você poderá obter descontos maiores quando for comprar a casa própria.

Não tem e não consegue guardar dinheiro, mas tem tempo

O consórcio é uma boa alternativa, já que ele acaba obrigando o comprador a poupar.

Por quê?

  • O consórcio envia todo mês um boleto com o valor que o cliente deve pagar para ter direito à carta de crédito.

Dicas:

    • O participante não paga juros, mas precisa arcar com o custo de administração;
    • O preço do imóvel desejado pode variar entre a contratação do consórcio e a efetiva contemplação.

(Foto: Divulgação)

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