Festa de adolescentes em “chacrinha” é invadida pela Vara da Infância e Juventude de São José do Rio Preto

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As famosas festas em “chacrinhas” vem dominando a região noroeste paulista, mas neste último domingo (24/09/2017), a Vara da Infância e Juventude de São José do Rio Preto, invadiu uma delas e o resultado: muita droga, bebida e o público todo menor de idade. Consequência maior fica para o dono do local que pode até perder o imóvel.

Os encontros são organizados através de grupos de WhatsApp e o local é divulgado, geralmente, poucas horas antes da festa. A regra é que cada um leve o que consome, como drogas e bebidas, e o valor da entrada é pago na hora. Os ingressos variam de R$ 10 a R$ 50.

Neste último domingo, agentes da Vara da Infância, Polícia Militar e Conselho Tutelar foram até uma dessas chácaras na Estância Jockey Clube, em Rio Preto, onde 16 menores foram identificados. Todos foram levados ao plantão policial e os pais foram chamados.

No local os policiais apreenderam drogas, bebidas, dinheiro da portaria e o mais novo risco à saúde: o solvente. Usuários dissolvem a substância que é usada para remover pintura (foto) em bebida e usam como lança perfume, uma droga, segundo eles, de poder alucinógeno maior e mais rápido.

Festas em chacrinhas (1)

Além deles, dois organizadores da festa, sendo um maior e um menor, o DJ e o dono da chácara prestaram esclarecimentos na delegacia e foram liberados. Já um terceiro organizador que teria alugado o imóvel fugiu quando os agentes invadiram o local.

Segundo o juiz da Vara da Infância de Rio Preto, o proprietário que aluga estas chácaras pode ser o mais prejudicado podendo até perder o imóvel. “Os organizadores respondem criminalmente na apuração infracional administrativa e multa de três a até 30 salários de referência. Mas o mais prejudicado pode ser o dono da chácara, onde já tivemos um caso em que o proprietário que alugou perdeu o imóvel”, diz o juiz.

Ainda segundo Pelarin, os proprietários tentam se eximir da responsabilidade alegando que deixou o imóvel para alguém tomar conta e esta pessoa acabou alugando, mas para a justiça não existe desculpa. “Os proprietários só visam lucro, alugando para qualquer pessoa sem contrato, sem o mínimo de respaldo e não é bem assim que funciona. Leis são para serem cumpridas e não podemos permitir esse tipo de evento com crianças e adolescentes, portanto os donos deste locais precisam ser responsabilizados”, explica.

(Foto: Colaboração Vara da Infância e Juventude)

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