Fé e força de vontade são energias para que centenas de voluntários preparem Corpus Christi em Potirendaba

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O poder da fé acompanhado da força de vontade incomparável, motivam, há décadas, uma multidão de pessoas que deixa suas casas para dar um pouquinho de si a Deus. A tradicional Festa de Corpus Christi de Potirendaba já não é algo mais simbólico, mas sim, retribuição. Além do mais, fazer bonito para uma cidade que já se tornou referência no interior do Estado.

Os sete quarteirões que vão receber o Santíssimo Sacramento nesta quinta-feira (19) já estão prontos. 65 toneladas de serragem, pneu triturado e vidro moído ganharam cor e viraram obras de arte católica.

O trabalho começa logo ao cair da noite. Moldes feitos de ferro com pouco mais de dois metros de comprimento são a base para montar os tapetes. A estrutura é apenas uma referência, pois a verdadeira forma é dada com os toques simples de mãos de crianças, jovens, adolescentes e até os mais de idade.

Durante o trabalho cansativo no agacha e levanta é preciso repor às energias. Um banquete com pipoca, bolo, quentão, chocolate quente, pão doce, canjica, lanche natural e várias outras guloseimas é servido aos fieis voluntários que trabalham na preparação. Tudo também feito com muito amor e carinho por pessoas que tem a intenção de ajudar.

O cansaço de quem trabalhou durante todo o dia é derrotado pela fé. Silvana Riva, a principal organizadora da festa em Potirendaba e que trabalhou o dia todo em seu emprego, nunca perdeu o pique e há anos se dedica ao tradicionalismo da cidade. Por conta do ano passado a chuva ter atrapalhado a confecção dos tapetes, este ano a expectativa, segundo ela, é a melhor possível. “Esperamos sim um maior número de fieis por conta de não ter chovido e poder ver todo mundo aqui apreciando esse trabalho maravilhoso feito pra Deus não tem preço”, diz.

Quem acompanha Corpus Christi em Potirendaba há quase 19 anos é o padre da paróquia, Sidney Roberto Martins. Este ano pelo fato da chuva não ter atrapalhado os preparativos, ele também acredita que o número de fieis certamente participando da celebração será ainda maior que nos outros anos. “Como São Paulo diz – em tudo a gente deve dar graças a Deus. Claro que quando não chove tudo se torna mais fácil o trabalho. Chovendo é uma alegria pela chuva e não chovendo é uma alegria pela execução do trabalho de enfeites de ruas. Como a missa será fora da igreja, o número de participantes aumentará sem sombra de dúvidas”.

Fazer um trabalho tão grande e ver tudo ser desmanchado em questão de segundos deve causar tristeza. João Luiz Miqueletti é padre em uma paróquia de São Paulo e veio passar o feriado na casa da família em Potirendaba. Ele conta que por conta do grande fluxo de veículos na capital, lá nunca foi e nunca será possível fazer algo parecido. “O importante não é só o que permanece e sim o amor que foi depositado em algo momentâneo. Aquilo que a gente emprega em nome da fé, demonstração de fé, nunca é tempo gasto”, fala.

Com chuva, sem chuva, mesmo sendo desmanchado em questão de segundos, o que se nota é que a população de Potirendaba jamais vai desistir da tradição e vai manter viva essa cultura movida união, força de vontade e fé.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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