Familiares de vítimas da tragédia da Chapecoense aguardam traslado de corpos aqui para região

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Um dia depois da maior tragédia aérea envolvendo o futebol, as famílias daqui da nossa região aguardam notícias sobre o traslado dos corpos das vítimas. Nesta última terça-feira (29/11), o avião com 77 pessoas a bordo matou 71 e deixou seis feridas.

Carolina Pasqualon é a filha mais nova de Devair Pascovici. Empresário de São José do Rio Preto, vítima fatal no acidente do avião em que viajava a equipe brasileira da chapecoense. Muito abatida, a jovem conta como a família soube da queda da aeronave.

“Primeiro nós recebemos uma lista no WhatsApp e vimos que o nome dele estava na lista. Depois começou a vir as primeiras informações de alguns sobreviventes e então começamos a ter esperanças de que ele estaria vivo. Até porque ele falou que iria em um voo comercial e só depois que ficamos sabendo que ele estava nesse avião”, diz.

Os olhos inchados, a fala cansada, mas uma firmeza impressionante. Carolina está no primeiro ano de jornalismo pretende seguir os passos do pai. Deva era empresário e locutor esportivo e estava feliz com a repercussão do trabalho em relação à chapecoense, mas dizia que queria mudar a rotina, pois estava cansado.

“Ele já tinha dito que pretendia mudar os planos no ano que vem e trabalhar mais aqui em Rio Preto. Ele chegou a dizer que a vida dele era uma roleta russa, muito tempo na estrada, andando de avião, mas falava que não morreria de avião, porque avião era o meio de transporte mais seguro”, afirma a filha.

Agora, a espera é por notícia sobre a chegada dos corpos, que estão no IML de Medelín, na Colômbia e devem chegar ao Brasil até sexta-feira. Assim como a família de Deva, a maioria dos familiares das vítimas decidiu não viajar até o país vizinho para fazer o reconhecimento dos corpos, médicos do Clube é que farão o trabalho para poupar os parentes de ainda mais sofrimento.

O acidente aconteceu pouco antes de o avião chegar ao aeroporto de destino, em Medelín. A comitiva do time da Chapecoense seguia para a disputa da primeira partida da final da Sul- Americana, contra o Atlético Nacional. Com eles também estava um grupo de jornalistas. 77 pessoas estavam a bordo, 71 morreram, sendo seis daqui do noroeste paulista.

As causas do acidente ainda estão sendo investigadas e várias hipóteses são apontadas. Uma delas a falta de combustível da aeronave.

(Foto: Divulgação)

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