Família de André fala com exclusividade sobre o acidente

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Em entrevista exclusiva à Gazeta do Interior, Andrea Cristina Luciano Pereira, irmã de André conta o que realmente aconteceu momentos antes da noite do acidente. Após fugir da polícia, André morreu depois que o carro em que ele estava capotou na rodovia que liga Tabapuã a Uchôa.

Andrea conta que o rapaz passou todo o domingo na praça da cidade, onde acontecia uma festa pública. Ao ir embora bateu o carro que dirigia, uma Mercedes Bens, em um outro veículo sem grandes danos. Informalmente André conversou com o motorista do outro carro e se acertaram.

Minutos mais tarde, André teria ido à Polícia Militar para informar que havia acontecido a batida e caso fosse necessário faria o Boletim de Ocorrência para ativação de seguro. A polícia teria pedido para que André fizesse o exame de sangue que comprovasse embriaguez, mas ele se negou a fazer o exame e foi embora para casa, onde contou o ocorrido à família.

A irmã conta que durante o jantar, André foi surpreendido por policiais que invadiram sua casa, algemaram sua mão direita e começaram a bater com cassetete. “Esse momento foi deprimente, meu irmão parecia um bandido, aí já apanhando ele começou a chamar pelo Tu ( apelido de Celso e motorista que dirigia no momento do acidente) que ao ver a cena, empurrou os policiais para que eles parassem de bater. Então eles começaram uma briga”, afirma Andrea.

Já afastados de André, Celso o puxou pelo braço e disse à família que fugiria para que os ânimos não ficassem mais exaltados . Então pegou seu carro, o Camaro prata e saiu em direção à Uchôa. “Vendo aquela cena, fiquei chocado e então peguei meu irmão e ia em direção à Ibirá ou Rio Preto e ficaria em algum hotel até amanhecer para resolver tudo isso com o delegado no dia seguinte”, conta Celso que, minutos depois colidiu com um cavalo na vicinal que liga Tabapuã a Uchôa ocasionando a morte de André.

“Meus irmãos estavam errados ao tentarem fugir, mas não havia a necessidade da polícia de maltratar o André, muito menos de invadir a nossa casa”, fala Andrea.

A versão da Polícia:

A polícia militar informou que tentou um acordo com André e seus familiares, porém sem sucesso e acabaram entrando em conflito quando André foi algemado. Minutos depois Celso e André fugiram com o veículo.

Ainda segundo a polícia, Celso deverá responder por auxiliar o foragido de um flagrante a escapar e uma sindicância deverá ser aberta para investigar a conduta dos policiais no caso.

(Foto: Reprodução Álbum de família)

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