Falta de terceira faixa na rodovia João Neves deixa trânsito lento e com alto risco de acidentes

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Reportagem de 13/05/2019

Motoristas que utilizam a rodovia que liga Potirendaba a Cedral já estão acostumados com os enormes congestionamentos formados ao longo dos 18 quilômetros. Obras de terceira faixa e recape prometidas há mais de cinco anos pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), até hoje nunca saíram do papel.

Cobrança por melhorias na rodovia João Neves junto ao órgão responsável já é uma bandeira antiga da Gazeta do Interior. Mesmo dever tem os nove vereadores de Potirendaba, filiados a poderosos partidos políticos, assim bem como o chefe de Executivo que até hoje nunca tomaram nenhuma providência e cobranças ao novo governador João Dória (PSDB).

Devido ao grande tráfego de veículos pesados que escoam a produção de empresas de Potirendaba, o trânsito nos 18 quilômetros de pista simples se torna bastante lento, chegando a menos de 20km/h. O trecho com várias curvas, muitas delas perigosas, impedem as ultrapassagens e as filas de veículos que se formam chegam a quase um quilômetro.

Neste período de colheita da cana-de-açúcar a situação se torna ainda pior, pois caminhões canavieiros com mais de 30 metros de comprimento, carregados, deixam o trânsito ainda mais lento. Alguns motoristas até tentam a ultrapassagem e os riscos de um acidente fatal se tornam ainda maiores.

Em 2014 o DER prometeu a construção de nove quilômetros de terceira faixa e 21 quilômetros de acostamento pavimentado. Além disso, seria construído um dispositivo, tipo rotatória fechada, na altura do quilômetro dois, restauração da estrutura do pavimento, recapeamento da camada de rolamento, sinalização, defensas na ponte e represa da pista.

O valor da obra era de R$ 20,680 milhões. O contrato na época havia sido celebrado entre o Governo do Estado e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), bem como anúncio de assinatura de contrato com o Banco Santander, por meio do BIRD/MIGA, para financiamento de obras nas rodovias estaduais.

Segundo levantamento feito por nossa reportagem, nestes últimos cinco anos, dez pessoas morreram na João Neves em acidentes graves. Outras 12 pessoas ficaram feridas nestes e em outros acidentes nesta rodovia que, em condições melhores, poderiam ter sido evitados.

Em nota, o DER disse que está elaborando um levantamento sobre as obras prioritárias a serem contratadas e até que o levantamento seja concluído, o departamento realiza serviços de conservação e manutenção do trecho.

(Foto: Agência Gazeta do Interior)

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