Estudos e tecnologias ajudam a diminuir tempo de internação de crianças no HCM de São José do Rio Preto

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No centro da foto a mãe Ceares com suas filhinhas Maria Luiza (direita) e Maria Clara (esquerda) internadas no HCM

Reportagem de 26 de agosto de 2019

Respiração artificial foi o principal assunto do 2º Simpósio de Neonatologia do hospital da Criança e Maternidade (HCM) de São José do Rio Preto. A utilização de novos métodos de respiração tem ajudado crianças a diminuir o tempo de internação de 20 para apenas 12 dias na entidade.

“A respiração artificial é um recurso que se usa em alguns tratamentos de cuidados intensivos, mas, se pensarmos a longo prazo, essa técnica pode acarretar sequelas respiratórias agudas e outras consequências. Então, quanto menor o tempo de uso, melhor; são atualidades deste tipo de tratamento que estamos estudando para melhorar ainda mais a vida deste prematuro”, explica a médica neonatologista, Dra. Marciali Fonseca.

A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do HCM é a única na região a fazer parte da Rede Vermont, um grupo de profissionais voluntários da Inglaterra que ajudam nos cuidados neonatais de mais de 1200 entidades de saúde no mundo. A rede atua coletando indicadores destas diversas instituições no mundo, nesta especialidade, e a partir da troca de informação sobre técnicas, novas tecnologias e dados, é possível melhorar ainda mais os atendimentos oferecidos aos prematuros nas instituições participantes.

A partir de dados levantados para a rede, o HCM conseguiu mudar alguns processos e, até 2017 o uso de ventilação mecânica era utilizado em mais de 60% das internações feitas na UTI Neonatal. “Após 2018, quando entramos na rede e lançamos o 1º Simpósio de Neonatologia, este índice caiu quase pela metade e hoje temos apenas 35% de intubações nas nossas internações”, comemora a enfermeira supervisora da Unidade, Samanta Volpi.

Os benefícios desta mudança de postura para os bebês são muitos. Além de conseguir evitar que o prematuro desenvolva alguma doença no futuro, o Hospital conseguiu também diminuir a permanência dele no ambiente hospitalar, caindo, em média, de 20 dias de ocupação do leito para apenas 12.

“Conseguimos fazer com que este recém-nascido se recupere mais rápido e dê espaço para que outros casos graves cheguem à nossa Unidade. Vale ressaltar que este contato menor com a ventilação mecânica também evita que esta criança volte para novas internações em outras alas hospitalares”, complementa Samanta.

A auxiliar de cozinha, Ceares Félix da Silva, moradora de Potirendaba, é mãe da pequena Maria Luiza e da Maria Clara. As bebês nasceram com 29 semanas e não precisaram de entubação. Ela conta que ficou feliz e segura pelo fato de não ver as filhas com os tubos.

“A gente como mãe fica preocupada em ver os filhos em situações que precisam de ajuda para respirar e ver que elas não precisaram desses tubos, tranquiliza a gente ainda mais por saber que elas estão bem e logo estarão em casa, melhores ainda”, comenta a mãe.

O Simpósio debateu novas técnicas e tecnologias que podem melhorar ainda mais o uso da ventilação mecânica, além de trazer novidades nas áreas de nutrição, qualidade de vida para o prematuro e prevenção de infecções.

(Foto: Colaboração HCM)

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