Estudo aponta aumento em casos de violência familiar e suicídios em moradores de Potirendaba

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Sábado, 05 de outubro de 2019

Um estudo divulgado pela Vigilância Epidemiológica de Potirendaba aponta um aumento no número de casos de violência familiar e de suicídios em moradores de Potirendaba. De janeiro até agora já foram registradas 51 agressões e 16 pessoas tiraram a própria vida.

O levantamento foi realizado com dados dos últimos sete anos. Neste período de 2013 a 2019, foram contabilizados 408 casos de violência interpessoal/autoprovocada.

No ano passado foram 107 registros do tipo. De janeiro a setembro deste ano já são 67 casos, sendo que 43% deles foram autoprovocados.

Já são 16 casos de suicídio em Potirendaba nestes nove meses de 2019. Metade destas vítimas está entre 15 e 20 anos e também entre 31 e 40 anos;

Deste total de casos, 13 pessoas acabaram morrendo em casa, duas no hospital e uma em outro lugar não citado.

O número de violência dentro de casa ou contra pessoas também chama a atenção. São 51 casos onde as agressões foram causadas por pessoas de diversos vínculos ou grau de parentesco, sendo que o maior número é entre marido e mulher.

Do total de casos, 23 pessoas foram vítimas dos próprios companheiros, 7 pelo ex-cônjuge e 6 pelo ex-namorado. Os agressores são sempre adultos e do sexo masculino, segundo o levantamento.

Não há uma explicação científica ou estudos realizados sobre o aumento no número de casos de suicídio ou automutilação durante o mês de setembro, que é quando os olhos estão voltados para a campanha “Setembro Amarelo”, que é de prevenção ao suicídio. Psicólogos afirmam que a causa mais provável para o aumento é devido aos holofotes que são dados neste mês.

A enfermeira da Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica de Potirendaba, Luana Poiana, diz que o estudo serve como base e até mesmo para evitar novos casos.

“Apesar de notarmos um crescimento nos últimos sete anos, nosso objetivo é trabalhar para que estes números diminuam cada vez mais, realizando campanhas, prevenção e orientação”, explica.

(Foto: Pixabay/O Globo)

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