ESPECIAL: Prédios que contam a história de Potirendaba estão abandonados e correndo riscos de desabarem

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A Gazeta mostra como está à situação de prédios que nasceram junto com o município e que contam a história de Potirendaba. O que era para servir de cartão postal para a cidade, está virando mocó para usuários de drogas, vândalos e até esconderijo para materiais ilícitos.

Localizado na rua Pedro Garcia Dias, o único prédio de três andares de Potirendaba, da para ser avistado de quase qualquer canto da cidade. O monumento erguido pela família Malvezzi no ano de 1947 está abandonado há alguns meses por conta de um impasse com a companhia de energia elétrica.

Geraldo De Fáveri, ainda dono, fala que a estrutura por fora está ruim, mas por dentro o prédio não tem um trinco se quer. “Quando alguma pessoa tenta invadir, a vizinha que mora de frente me liga e eu imediatamente corro para ver o que está acontecendo”, conta Geraldo.

Uma importante decisão da prefeitura poderá mudar a história do “prédinho do Achiles”. O proprietário conta que Gislaine Franzotti, prefeita da cidade, demonstrou interesse em alugar o prédio, reformar e transformá-lo em um museu para o município, mas ele diz que ainda não pensou na proposta.

Na rua Don Pedro II, quem ambienta o cenário sombrio e pavoroso na calada da noite é uma antiga máquina beneficiadora de arroz. Construído na década de 70, o prédio está abandonado, desabando e virando abrigo de marginais, mocó para usuários de drogas e esconderijo para materiais ilícitos.

Uma placa de vende-se foi colocada há alguns meses pelo proprietário. Por estar praticamente no centro da cidade, o imóvel está bastante valorizado e está avaliado em mais de R$ 100 mil. Da estrutura que está desabando pouco se aproveitará pelo novo proprietário.

Procurado pela nossa reportagem, Eugênio Zani, atual dono do prédio está doente, acamado e não pôde falar com a nossa equipe. Por telefone, a esposa de Zani afirmou que não tem ideia de quanto possa custar o imóvel atualmente, mas que a única solução encontrada pela família foi vender o prédio.

Outros dois locais que também estão bastante tempo fechado, mas que diferente dos outros não correm riscos de desabarem, estão localizados na rua Cónego Theodoro Béa.

Ambos os prédios que também estão bastante valorizados por também estarem no centro da cidade, estão lacrados com cadeados e sofrendo com a degradação natural do passar dos anos com o sol, a chuva e o vento.

Para os moradores de Potirendaba, é difícil quem não se lembra da antiga Labamba. Um point bastante badalado e que já abrigou choperia, danceteria e até pizzaria.

Outro prédio bastante conhecido pelos potirendabanos é também uma antiga beneficiadora de arroz. Em uma esquina nobre do centro de Potirendaba, o prédio está conservado e não aparenta problemas de estrutura.

Quem passa na frente, pode observar o monumento histórico construído há décadas por famílias tradicionais da cidade e que tem aproximadamente 100 metros quadrados de área construída.

Segundo um comerciante que trabalhou durante anos ao lado do local, dentro do prédio ainda existe uma máquina gigantesca e histórica que recebia e preparava as grandes safras de arroz da cidade.

Gigantes que ali adormecem calados e vivem por décadas com os desafios da natureza. Dentro de cada imóvel se conserva viva a história do município, mas que falta um cuidado especial dos proprietários.

Nossa reportagem conversou com vizinhos e comerciantes próximos, mas não souberam informar quem são os proprietários dos imóveis.

De acordo com a defesa Civil de São José do Rio Preto, para uma melhor avaliação da estrutura dos prédios, uma vistoria deve ser feita e analisar detalhadamente planta e atuais condições de sustentação dos imóveis.

Segundo o vice-diretor do órgão, José Carlos Sé, a responsabilidade em fiscalizar esses prédios, mesmo sendo particulares, é da prefeitura do município.

(Fotos: Luiz Aranha)

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