Enxaqueca afeta pelo menos 30 milhões de pessoas em todo o país

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Diogo De Maman

diogo@gazetainterior.com.br

A enxaqueca afeta pelo menos 15% da população brasileira, o que representa aproximadamente 30 milhões de pessoas, sendo mais comuns nas mulheres, onde atinge cerca de 20% das mulheres e 6% dos homens. É o que aponta a Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe).

A enxaqueca é uma doença crônica de característica genética que se dá em crises de dores de cabeça. Os sintomas são: incômodo com a claridade, cheiros e barulho, enjoo, visão embaçada, ansiedade, irritação, depressão, porém, a dor latejante de um lado da cabeça (pode ser dos dois) é o sintoma mais comum e dramático da doença.

Vários fatores podem desencadear a enxaqueca, dentre os principais, podemos citar: ficar mais de cinco horas seguidas sem se alimentar, estresse, dormir mais ou menos do que o habitual, uso excessivo de analgésicos, alguns alimentos como chocolates e frutas cítricas, genética e ciclo hormonal.

A dona de casa Ana Paula Assofras, de 45 anos, conta que sofre de enxaqueca há muito tempo, chegou até achar que fosse sinusite, já procurou tratamento para a doença e sofre com isso ao menos uma vez por mês. “A enxaqueca me ataca antes ou depois da menstruação, fui ao médico, mas a dor volta e chega uma hora que canso de ficar indo tanto ao médico”, conta a mulher.

Isso porque a enxaqueca é uma doença que não tem cura e o tratamento é baseado na forma de prevenção. A neurologista da Academia Brasileira de Neurologistas e da Sociedade Brasileira de Cefaleia, Eliana Melhado, explica que mesmo se tratando de uma doença que não tem cura, é um risco para as pessoas buscarem a automedicação.

“A automedicação pode levar a dor de cabeça crônica diária, uma coisa que não era tão grave pode se tornar um grande problema. O que sempre indicamos primeiramente é sempre buscar tratamento médico e posteriormente orientamos com tratamento não medicamentoso como uma atividade física, fisioterapia ou até mesmo uma acupuntura”, orienta a especialista.

Uma crise da doença pode levar de quatro a 72 horas, dependendo do paciente. No término das crises, o paciente se sente como se estivesse de ressaca, podendo apresentar por mais de um dia, tolerância limitada para atividade física e mental.

Se você tem enxaqueca e ainda não procurou ajuda médica, saiba que não é o fim. “As pessoas tem que saber que a enxaqueca é uma doença que tem tratamento, que melhora muito e pode-se viver muito bem, com uma boa qualidade de vida”, conta Melhado.

Imprima o teste e saiba se sua dor de cabeça é ou não enxaqueca.

(Arte: Heitor Dijalma)

 

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