Entrada de Bady Bassitt é recapeada, mas obra continua inacabada

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Reportagem de 04/11/2019

O drama dos moradores que utilizam todos os dias a entrada e a saída de Bady Bassitt (SP) parece que está longe de ter um fim. Com mais de um ano de atraso, o trecho de um quilômetro foi recapeado, mas continua inacabado.

A Gazeta do Interior tem mostrado o descaso o abandono da obra. Na edição impressa de agosto, nossa reportagem relatou que a irregularidade na prestação de contas pela prefeitura é uma das explicações para o atraso.

A recuperação do trecho é executada por uma das empresas do Grupo Scamatti, envolvido no escândalo da Máfia do Asfalto em 2013.

A verba repassada pelo governo do Estado para a execução do serviço é no valor de R$ 1,9 milhões e, segundo levantamento feito pela Gazeta, apenas a primeira parcela do valor havia sido repassada. O motivo, segundo a Secretaria Estadual do Desenvolvimento Regional, é porque foram detectadas irregularidades na prestação de contas feita pelo município.

De acordo com a placa fixada na entrada do município, a obra começou em 25/06/2018 e a previsão era de que ficaria pronta seis meses depois. Um ano e cinco meses depois, a obra ainda não foi concluída.

No local, apenas o recape foi executado. Os canteiros, iluminação e principalmente a sinalização ainda não foram concluídos.

Motoristas que utilizam o trecho reclamam da qualidade do projeto de planejamento e engenharia da obra. A promotora de vendas, Fabiana Carla de Biazi, trafega todos os dias de moto pelo local.

“Infelizmente é uma obra sem nenhum planejamento. Tem outra avenida com uma árvore gigante no meio do caminho, bem ao lado de uma rotatória, onde o motorista é obrigado a desviar. Tenho medo de que muitos acidentes possam vir acontecer nesse local”, diz.

A recuperação do trecho de um quilômetro é feita pela empresa Noromix e está sendo realizada do portal de entrada da cidade até o trevo da acesso à rodovia BR-153. A via é o prolongamento da rodovia Maurício Goulart (SP-355) que segue para Nova Aliança.

Nossa reportagem procurou a prefeitura na última sexta-feira (01/11), mas ninguém foi encontrado para comentar o assunto. Deixamos recado, mas até agora ninguém retornou.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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