Enquanto falta água Brasil a fora, aqui no interior Potirendaba é exemplo de desperdício

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Na imagem em destaque, caixa d’água trincada jorra água 24 horas; Na segunda foto mangueira que, segundo funcionários, é usada para pegar água para abastecer caminhões pipa; Na última imagem cano na rua Sete de Setembro que está quebrado há uma década

O que para grandes cidades do país vem sendo um problema, aqui na pequena Potirendaba nem a população e muito menos a prefeitura parecem estar preocupadas com a falta de água. O município de 16 mil habitantes da exemplo de desperdício com caixa d’água e canos rompidos desperdiçando milhares de litros de água potável diariamente.

Na Capital Paulista, o principal fornecedor de água à população, o Sistema Cantareira, já mostrou sinais futuros para um problema que pode ser simples de se resolver. Ele teve uma sequência de quedas no nível das suas represas e o panorama já é considerado a pior crise da história na região. A rede, na sua totalidade, é responsável pelo abastecimento de 8,1 milhões de habitantes, população quase quatro vezes maior do que o número de pessoas do Noroeste Paulista inteiro.

Em Potirendaba, a realidade é outra, felizmente não falta água. Quando falta o motivo é o conserto de um cano ou manutenção em poços e bombas. Porém, nem moradores e administração pública tem consciência de que, em breve, esse bem mais precioso da humanidade vai acabar.

A primeira constatação de desperdício de nossa equipe foi no bairro do Rosário, no final da rua Sete de Setembro. Na frente da casa da moradora, Teresa Trombeta, há um cano rompido que vaza água há, pelo menos, uma década. “Há anos e anos que vejo esse cano vazar água aqui e ninguém nunca fez nada. Com tanta gente passando sede no Brasil e aqui desperdiçando água desse jeito”, diz a dona de casa.

No distrito Industrial Leonildo de Carli, o problema é ainda mais grave. A caixa d´água que abastece o bairro está rompida e uma grande quantidade de água limpinha jorra, dia e noite, sem parar. Se não fosse só esse o problema, nossa equipe encontrou no local uma mangueira que, segundo funcionários de empresas próximas, é utilizada para abastecer caminhões pipa que joga na construção de uma avenida do bairro.

Porém não é só a prefeitura que desperdiça. A população é a maior culpada desse descaso ambiental. Às sextas-feiras, por qualquer rua que ande na cidade é possível flagrar donas de casas lavando ruas e calçadas, sem a menor preocupação com a falta desse recurso. Nas sarjetas das ruas do centro, onde a maior parte da água escorre, um verdadeiro rio de água cristalina se forma com o desperdício exacerbado dos moradores.

De acordo com a Polícia Ambiental, infelizmente ainda não existe penalidade para quem desperdiça água em nosso país, porém em São José do Rio Preto, a câmara de vereadores criou um decreto que multa quem desperdiça água. O valor da multa para quem for flagrado lavando a calçada é de R$ 200. Se o caso for de reincidência, a multa sobe para R$ 300. Ao ser notificado, o consumidor tem até 30 dias para pagar a multa ou 10 dias para recorrer, enviando ao Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto (Semae) uma carta e expondo os motivos pelos quais considera a multa indevida. O objetivo, segundo o Semae, não é aumentar a arrecadação com multas, mas sim conscientizar a população sobre o problema do desperdício.

Em nota, a assessoria de imprensa da prefeitura que também cuida do sistema de Saneamento de Água e Esgoto de Potirendaba (SAEP), disse que os dois locais citados já foram arrumados há poucos dias com toda manutenção necessária, mas que está indo até os locais nesta quarta-feira (13) para verificar o que está acontecendo.

Quanto a informação da retirada de água do poço com caminhão pipa, o Saep não se manifestou.

(Fotos: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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