Empresas de Potirendaba investem em geradores por conta de prejuízos com quedas de energia na cidade

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As constantes quedas de energia em Potirendaba além de tirar os moradores do sério, vêm trazendo grandes prejuízos à população e aos comerciantes. Para driblar essa situação, empresas do município estão investindo alto e sendo obrigadas a colocar geradores de energia para não deixar de atender os clientes e não perder faturamento.

Quem não tem condições, a solução encontrada foi convier com a frustração. Há semanas em que, pelo menos, duas vezes por dia, acontecem oscilações na rede de fornecimento de energia.

Em outubro, o portal Gazeta Interior mostrou que pelo menos três pessoas tinham procurado a polícia pelas constantes quedas de energia que tem ocorrido no município.

Desde o último temporal que atingiu a cidade no dia 19 de setembro desse ano é que a população tem sofrido com interrupções no abastecimento. Moradores reclamam que em todo momento a rede fica oscilando e caindo para meia fase.

O funcionário público Edson José Vila conta que procurou à polícia devido ter ficado três dias sem energia elétrica depois do dia 19. “Essa companhia é um descaso com a população e acho que isso tem que ter uma solução urgente. Estamos cansados disso”, afirma.

A causa da falta de energia, na maioria das vezes, não é provocada pela natureza, segundo os moradores, pois eles notam que não está chovendo e muito menos ventando durante os apagões.

Quem cansou de sofrer com o problema e resolveu de uma vez por todas foi o empresário Willerson Azevedo Colombo. Porém essa solução teve um preço salgado e ele teve que investir R$ 100 mil com dois geradores.

Colombo tem dois postos de combustíveis, um em Potirendaba e outro em Ibirá. Ele conta que como a rede de energia que abastece o posto de Potirendaba é rural, pelo menos duas vezes por semana há queda no fornecimento.

Cada equipamento o empresário investiu cerca de R$ 50 mil que com um tanque de combustível, tem capacidade de sustentar o posto até 12 horas funcionando normalmente. Para ter ideia da capacidade de fornecimento do equipamento, Willerson diz que cada gerador é capaz de manter 10 casas com energia nesse período.
“Nosso objetivo com esse investimento é trazer comodidade para a população, pois mesmo sem energia o cliente vai ter a tranquilidade de abastecer, comprar produtos gelados na loja de conveniência, calibrar os pneus do carro. Financeiramente não compensa por que o valor do investimento é muito alto, porém só de não deixarmos de trabalhar e tendo o cliente satisfeito já compensa”, comenta Colombo.

Dirceu Teixeira Veloso Junior foi outro empresário que fez um investimento auto para não deixar de atender seus clientes. Dono de um provedor de internet sem fio na cidade, ele teve que investir estimadamente R$ 12 mil uma máquina para levar até as torres onde falta energia.

“Então se faltar energia em um determinado bairro a gente leva o gerador para o local e todos os clientes que recebem sinal daquela antena não ficam sem conexão. É um investimento sem retorno apenas para não deixar o cliente não mão”, explica.

Além do prejuízo dos comerciantes, a frustração, pois moradores estão revoltados com a falta de respaldo da companhia de energia que abastece a cidade. Em muitas das ligações feitas pela população na central da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), nem previsões de melhorias são dadas aos consumidores no atendimento.

Várias pessoas procuraram sites de reclamação e até páginas de relacionamento pessoal como forma de registrarem o descontento e cobrar solução da Companhia de Energia.

Em um site de reclamações na internet chamado Reclame Aqui, no período de 12 meses, foram registradas 1.320 queixas contra a Companhia. Desse total, todas foram atendidas, mas a nota de satisfação dada pelo consumidor ficou em 4,36, resultando em regular.

Nós entramos em contato com a assessoria de imprensa da empresa CPFL, mas até o fechamento desta reportagem, na última quinta (11), ninguém respondeu.

(Matéria publicada na edição impressa da Gazeta do Interior do mês de dezembro de 2014)
(Foto: Arquivo pessoal)

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